CAPÍTULO 78 KELVIN NARRANDO Desde que eu entrei naquela casa, já dava pra sentir no ar que o clima era diferente. Sombra tava com outra energia, outro olhar. Mais vivo, mais firme… mais perigoso. A presença da Eduarda era como calmaria pra ele, mas eu sabia ler além do sorriso. Tinha guerra guardada por trás daquele silêncio dele. E agora… agora eu tinha soltado a faísca. Fiquei ali parado, encostado na cadeira de madeira, observando ele processar tudo que eu tinha falado. A verdade é que eu não queria ser o mensageiro do inferno, mas se eu não abrisse o jogo, era pior. Patifaria não passa comigo. Nunca passou. Vi ele fechar os olhos, respirar fundo, segurar na roda da cadeira com tanta força que a mão dele ficou branca. — Tu vai atrás dela? — perguntei, já sabendo a resposta. — Vou

