CAPÍTULO 143 PAULA NARRANDO Já fazia um mês. Um mês certinho desde a última vez que eu falei com o Maconha. Nenhuma mensagem. Nenhuma ligação. Nenhuma buzinada na porta de casa me chamando pra sair. Sumiu. Do nada. Como se tudo que a gente viveu fosse só um erro de percurso. E quer saber? No começo eu esperei. Juro que esperei. Achei que ele ia aparecer com aquele jeitão dele, com uma desculpa b***a, um sorriso torto… e eu ia cair feito boba. Mas o tempo passou. E ele não veio. Não me procurou. Não falou nada. Então deve ser verdade mesmo. Deve tá com outra. Talvez até já tava quando me prometeu que não ia me machucar. Engoli o orgulho e segui. Porque é isso que a gente faz quando se decepciona, engole seco e continua. Tava na lojinha hoje, sentada no banquinho alto, com o avental p

