CAPITULO 32 EDUARDA NARRANDO Fiquei ali parada por alguns segundos, olhando a porta por onde ele tinha saído. O silêncio me apertava o peito. Mas eu sabia que não dava mais pra segurar tudo sozinha. Se ele ia me manter aqui, se ia mesmo meter a cara na minha vida… então ele precisava saber. Saí do escritório decidida. Caminhei pelo corredor apertado, até ouvir o barulho da porta da cozinha abrindo. Ele tava lá. Pegando uma cerveja na geladeira, com o resto do corpo esticado na cadeira de rodas. A lata fez pshh quando ele abriu, e eu encostei no portal com os braços cruzados. — A gente precisa conversar. Ele deu um gole demorado antes de me olhar. — Então fala, doutora. Respirei fundo, tentando não deixar a voz falhar. Andei até a mesa da cozinha e puxei uma cadeira, sentando de fre

