CAPÍTULO 153 SOMBRA NARRANDO Mano… acordar com a Duda colada em mim era tipo respirar. Natural. Vital. O perfume dela grudado no travesseiro, aquele jeitinho que ela fala “bom dia” com voz rouca… bagulho que não tem preço. E eu ali, todo ferrado ainda, mancando de leve, mas com o corpo leve igual pena. Porque ela me fazia esquecer da merda toda que já vivi. E olha que não foi pouca. A mulher tem um dom. Me levanta, me cura, me doma… do jeitinho que é só dela. Vi ela saindo do quarto com minha camiseta no corpo, rebolando leve, e eu só consegui sorrir. Que visão do caralhø. Já comecei a rir sozinho, daquele jeito bobo que só ela tira de mim. — Tu é fodä, Duda… — falei baixinho, me jogando mais um pouco na cama, mas logo botei força nos braços e fui levantando. O corpo ainda reclamava

