CAPITULO 58 MACONHA NARRANDO Eu tava ali no camarote, de olho em tudo. O baile tava fervendo, geral curtindo, e o Sombra lá, agarrado na doutora como se ela fosse a cura do caos que vive dentro dele. Cena bonita, se tu for parar pra pensar. Intensa. Real. Mas meu olhar já tinha desviado fazia tempo. A loirinha do vestido branco. Delicada, sorriso doce, mas com um brilho nos olhos que entregava mais do que mostrava. Tava ali sozinha na mesa, copo na mão, olhando tudo com aquele jeito curioso de quem ainda tá entendendo o território. Levantei, peguei dois gim e fui. — Curte gim? — soltei, esticando o copo pra ela, só pra quebrar o gelo. Ela deu uma risadinha daquelas que pega na gente sem nem perceber. — Se tiver gelo de coco, eu aceito. — Já pedi assim — respondi, fazendo sinal pr

