CAPÍTULO 91 SOMBRA NARRANDO Subi no carro no banco do carona e fiquei só observando ela no volante. A Eduarda tava ali, com a mão firme no câmbio, cabelo preso num coque bagunçado, o rosto limpo, sem maquiagem, mas com aquele brilho no olhar que valia mais que qualquer diamante. E o pior, ou melhor, é que ela tava sorrindo. Como se esse fosse só mais um dia qualquer, quando na real… era um dos mais importantes da p***a da minha vida. Ela engatou a marcha e saiu devagar pela rua do morro, enquanto os carros da segurança seguiam atrás, discretos. O rádio do carro tava desligado, mas o silêncio não era incômodo. Era tipo um respiro. Um alívio. Um lembrete de que, apesar de tudo, eu tava vivo. E melhor… tava sentindo. A p***a da perna que eu achei que nunca mais ia responder, doeu. Mas doe

