CAPÍTULO 86 PAULA NARRANDO Continuação... A moto cortava as vielas como se tivesse mapa no guidão. E talvez tivesse mesmo, o mapa da quebrada tatuado nos olhos dele, nas mãos firmes que controlavam tudo com precisão. Cada curva que a gente fazia, cada descida, era como se o morro se abrisse pra ele. E eu ali, colada nas costas do Maconha, sentindo o cheiro do perfume misturado com o calor da pele… tentando controlar o coração que insistia em bater rápido demais. A gente saiu das áreas mais movimentadas, passou por umas ruas mais calmas, e quando achei que ele ia parar num daqueles becos apertados... ele virou numa ruazinha sem saída, cercada por umas casas maiores, bem cuidadas. A moto desacelerou e parou na frente de um portão cinza, alto, com detalhes em ferro, daqueles que já mostra

