115- DANDO CERTO

1009 Words

CAPÍTULO 115 EDUARDA NARRANDO O dia passou como se o tempo tivesse esquecido de andar. Quando me dei conta, já era noite. As luzes frias do corredor piscavam fracas, e eu continuava ali, sentada na mesma cadeira, as mãos geladas e vazias, o estômago revirando de ansiedade, e de fome também, porque eu não tinha comido nada desde cedo. O Maconha já tinha ligado, a mãe do Sombra também. Tentei manter a calma pra não preocupar ninguém, mas por dentro, eu já tava quase desabando. A dor de esperar, de não saber, de imaginar mil cenários e não conseguir fazer nada pra mudar nenhum deles… tava me dilacerando. Eu tava no corredor, de pé, os braços cruzados, andando de um lado pro outro de novo, feito alma penada. O jaleco branco da médica surgindo no final do corredor foi a única coisa que me f

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