36- DUDA

1062 Words

CAPÍTULO 36 EDUARDA NARRANDO A gente ficou ali, tomando café em silêncio. Um silêncio que não pesava, pela primeira vez. Era como se aquela pausa matinal fosse uma trégua. Um respiro entre as dores e os traumas que a gente carregava. Eu sentia ele me observando às vezes, mas não dizia nada. Só continuava comendo, com aquele olhar atento, sempre desconfiado de tudo, mas… diferente comigo. Quando terminamos, comecei a recolher a mesa. Ele tentou se mover com a cadeira, como se fosse ajudar, mas só levantei a mão e falei: — Deixa que eu cuido. Vai ser bom pra mim ocupar a cabeça. Levei os pratos e copos pra pia e comecei a lavar com calma. A água morna batendo nas mãos, o cheiro do sabão, o som da louça sendo enxaguada… tudo isso me dava uma falsa sensação de normalidade. E, naquele mome

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