Clara.
— Eu já falei pai, caramba. — Deixei a metade do mamão sobre a mesa e me levantei. — Hoje a noite eu vou sair com o Caio, não tenho horário pra voltar.
— Olha la Clara, Rio de Janeiro ta perigoso, e Caio por mais que seja um rapaz bom, ele vai em lugares qur não são de minha confiança.
Meus pais são super protetores, quando eu era mais nova, fui sequestrada por um traficante la do Alemão, me lembro dele até hoje, foi o maior susto que meu pai já tomou nessa vida, precisou dar metade do que tinha na conta pra me soltarem.
E vai ser a primeira vez depois de anos que eu vou por meus pés lá de novo, mas é claro que meu pai não sabe né, se ele ficar sabendo vai ser um surto na certa.
Voltei para meu quarto e coloquei um biquini, vou aproveitar o sol um pouco, depois de me trocar, desço as escadas e vou para a piscina, me deito na espreguiçadeira e pego meu celular, começo a olhar as notícias e uma delas é exatamente sobre o Alemão.
"Violência no Alemão: Bruno, Vulgo Rei, Retoma o Controle do Morro e Executa g**o em Plena Favela
Rio de Janeiro – 19 de setembro de 2024 — O Morro do Alemão, uma das comunidades mais conhecidas do Rio de Janeiro, foi palco de um violento acerto de contas na madrugada de ontem. Bruno, conhecido como "Rei", executou g**o, ex-braço direito de seu pai, em um ato de retaliação que chocou a comunidade. A execução aconteceu no meio da favela, diante de dezenas de moradores atônitos.
Segundo relatos de testemunhas, g**o, que outrora era o gerente de confiança de Sheik, pai de Bruno e antigo líder do morro, havia tomado o controle da comunidade após trair e assassinar Sheik. O golpe, que ocorreu há alguns dias, deixou um vácuo de poder no tráfico local, e g**o rapidamente assumiu o comando das operações ilícitas. Entretanto, sua ascensão ao topo foi marcada por uma administração violenta e repressiva, o que aumentou o descontentamento entre alguns moradores e antigos aliados do pai de Bruno.
Bruno, que estava fora da comunidade desde o assassinato do pai, voltou ao Alemão decidido a vingar a morte de Sheik e retomar o controle. Em uma manobra calculada, o “Rei” conseguiu cercar g**o no coração da favela. O confronto, segundo fontes, foi rápido e implacável. Bruno executou g**o a sangue frio, na frente de todos, como um sinal claro de que o morro estava sob seu comando novamente.
“O Rei voltou para buscar o que é dele por direito”, disse um morador, que preferiu não ser identificado por medo de represálias. “Aqui, todos sabiam que uma hora ou outra ele ia aparecer, mas ninguém esperava que fosse tão brutal assim.”
A Polícia Militar foi acionada, mas ao chegar no local, encontrou o clima já controlado por Bruno e seus homens, que rapidamente se espalharam pela favela para consolidar o domínio. A área, que frequentemente é alvo de operações policiais e conflitos entre facções, agora vive um período de incerteza, com os moradores temendo novas ondas de violência.
Ainda não há informações sobre possíveis retaliações de aliados de g**o, mas a execução pública dele é vista como um aviso para qualquer um que ousar desafiar o poder de Bruno.
As autoridades afirmaram que vão intensificar as patrulhas na região e pediram calma à população, mas moradores do Alemão sabem que, no jogo de poder entre traficantes, a tranquilidade pode ser apenas temporária.
O Morro do Alemão, que já foi cenário de inúmeras operações policiais e conflitos de facções, enfrenta mais uma reviravolta no seu longo histórico de violência. Agora, com o retorno de Bruno ao comando, resta saber quais serão os próximos passos e se haverá uma nova tentativa de controle por parte de grupos rivais.
Reportagem por: Pedro Silva, correspondente de segurança pública"
Não é algo que me deixa surpresa, isso acontece o tempo todo, eu queria muito poder voltar a dançar e voltar a fazer os trabalhos em comunidades, eu consegui tirar tantas meninas desse meio, só de lembrar que me dá um aperto dono peito.
Deixei o celular de lado e virei para tomar um pouco de sol nas costas, fiquei ali por um tempo até que ouvi a voz de Caio no fundo, levantei a cabeça e ele estava vindo na minha direção.
— Oi amor. — Ele disse me dando um selinho e se sentando do meu lado. — Se liga, vai ter festa lá no alemão, era a festa do g**o, mas mataram ele, agora o novo Dono de lá quer um baile.
— Eu vi a notícia, que doideira. — Me sentei de frente para ele. — Você acha que é uma boa?
— A gente vai, eu toco e vamos embora, ele vai me pagar bem, com o dinheiro que ele vai me dar, posso terminar minha faculdade.
— A gente já falou sobre, meus pais ofereceram terminar de pagar a sua faculdade. — Ele negou com a cabeça.
— Já conversamos, eu não quero. — Ele passou o dedo no meu queixo e me puxou. — Tem alguém ai?
— Só os empregados, meus pais saíram pra trabalhar. — Ele sorriu e tirou a camisa e em seguida a bermuda. — O que você tá fazendo?
— Vem. — Ele me puxou e abraçados, caimos na piscina. — Quero te f***r aqui dentro.
— Maluco. — Comecei a rir e quando encaixei minhas pernas em volta da cintura dele senti ele me penetrar e nos abraçamos.
Comecei a gemer baixo, as mãos dele foram para a minha cintura e começou a movimentar nossos corpos, me agarrei a ele tentando não gemer muito alto.
— Rebola amor, deixa eu gozar dentro de você. — Ele falou no meu ouvido e eu gemi implorando para ele não parar.
— Goza, mais não para que ta gostoso.
Ficamos na piscina a manhã toda, transamos umas três vezes e depois fomos pro quarto tomar um banho. Nosso dia todo foi em casa, almoçamos e de noite me arrumei para ir com ele no Alemão, não que fosse de minha total vontade, mas eu não ia deixar ele sozinho.
Terminei de me arrumar e meus pais ainda não tinham chegado, segundo eles tinham um evento para ir depois do trabalho, algo relacionado a política, por que agora meu pai está se envolvendo com essas coisas.
Fomos para o carro de Caio e no caminho demos carona para a Rafa e mais alguns amigos do Caio que tocam com ele, não demorou muito e já estavamos na entrada da favela e logo fomos liberados.