Capítulo 13

2523 Words
(...) — Cedrico, eu preciso ir. — Catarine riu enquanto o garoto a abraçava. — Não quero que vá. — Beijou seu pescoço. — Eu preciso dormir no meu quarto hoje, amanhã tenho a primeira tarefa do torneio, vou ter que levantar cedo. — Isso é injusto, m*l ficamos juntos nessas últimas semanas, amor. — Eu sei. — Suspirou — Estou com medo de amanhã. — Se achar que não vai aguentar a tarefa você pode desistir. — Estão todos contando comigo, não quero decepcionar ninguém. — Eu sei, mas a sua segurança vem em primeiro lugar. — A abraçou. — Será que a tarefa vai ser difícil? — Potter me disse que viu dragões na floresta e faria sentido já que o Jasper cuida de dragões. — Será? — Suspirou. — Pode ser que seja uma das tarefas. — Treinamos muito, não vai ser um dragão que vai me assustar. — Sorriu — Eu vou para o meu quarto. — Eu te encontro no café da manhã bem cedo. Tudo bem? — Sim. ... Toda a escola estava eufórica, muitos levantaram antes do sol nascer para poder conseguir um bom lugar nas arquibancadas. Cedrico estava tão ansioso quanto os colegas, afinal de contas sua namorada havia parado ali e ninguém sabia explicar como. — Apostem aqui! Quem vocês acham que sai sem um braço hoje? — perguntou Fred Weasley. — Vamos Ced, quer apostar na Cat? — Como é? — O loiro riu seguindo para o campo, já que Catarine não estava no café da manhã. — Weasley! Vocês não podem apostar no torneio — alertou Emily Beaufort enquanto tomava a caixa dos garotos. — Você só quer nosso dinheiro — disse Fred sorrindo. — Em quem quer apostar, Emy? Cedrico seguiu seu caminho dando risada e de longe avistou seus amigos o chamando. Não demorou muito para que todos estivessem sentados esperando para poder torcer pelos amigos. — O que vocês acham que é? — perguntou Josele assim que o canhão disparou. — Boatos de que é um dragão — Justino respondeu. — Só quero que a Ane se saia bem! — Ah, te achamos! — Uma voz familiar chamou sua atenção. — Mãe? Pai? O que fazem aqui? — Cedrico perguntou os abraçando. — Viemos torcer para a Ane, querido — disse Thais Diggory sorridente. — Quem está na arena? — perguntou Amos enquanto acomodava-se entre os alunos barulhentos. — É o Krum! — respondeu Ronald Weasley um pouco mais acima. Todos riram da situação, os participantes demoravam mais que o esperado para capturar o ovo de dragão, afinal de contas eles tinham que passar pelo próprio dragão para fazer isso. Após os dois primeiros campeões, finalmente chegou a vez de Catarine, a garota estava tão ansiosa quanto o público. — Meu Merlin — a garota murmurou pouco antes de entrar na arena. — Atenção, agora a nossa primeira campeã de Hogwarts, representando a casa de lufa-lufa, Catarine Peterson. — Dino anunciou em seu microfone e todos ficaram em silêncio. Catarine encarou a criatura que estava completamente imóvel como se não estivesse vendo absolutamente nada. A morena então decidiu caminhar pelas laterais da arena em um silêncio absurdo, mas logo o dragão virou e lançou chamas em sua direção, por sorte ela foi mais rápida e correu na direção do ovo. — Imobilus! — Lançou o feitiço na criatura e não esperou para ver se havia funcionado, logo correu e pegou o ovo fazendo todos da plateia comemorarem. — Por Merlin! — exclamou o senhor Diggory. — Vem, vamos encontrar ela — disse Cedrico saindo das arquibancadas e seguindo em direção à cabana dos campeões. — Senhor Diggory! O senhor não pode entrar aí. — Professora Sprout o repreendeu. — Vai ser rápido, por favor? — a senhora olhou em volta e assentiu — Obrigado, obrigado — Rapidamente o loiro entrou na cabana, todos estavam comemorando e logo ele foi abraçado. — Você viu? — a garota perguntou sorrindo. — Sim! Você foi incrível, parabéns. — Acha que o Potter vai demorar? Eu preciso de um banho — Catarine perguntou dando risada. — Meus pais vieram te ver. — Sério? — perguntou um pouco confusa. — Eles estão lá fora te esperando. A comemoração durou até a hora do jantar, pois todos que não eram estudantes tiveram que ir embora, mesmo estando feliz com as visitas, ela estava feliz por poder ficar sozinha com Cedrico. — Onde estamos indo? — perguntou enquanto seguia o namorado. — É surpresa, trouxe o ovo? — Sim, o que vamos fazer? — Surpresa, Catarine. — Riu fraco. — Chato. Após subir alguns degraus, os jovens finalmente chegaram ao quinto andar da escola. Mesmo achando estranho, porque eles sequer tinham aulas naquele piso, Catarine continuou o seguindo até pararem em uma pequena porta. — Agora fecha os olhos. — O que? Ah não, Ced! — Vai amor, eu juro que vai gostar — respondeu sorrindo. — Tudo bem, mas seja rápido. — Cedrico foi para trás da garota e tampou seus olhos. — Só para garantir. — Não demorou para o lufano murmurar uma senha e Catarine ouvir a porta abrir — Pode abrir os olhos. As paredes da grande sala eram completamente brancas, havia uma grande banheira funda ao centro da sala. Catarine continuou encarando o local e o encarou. — Por que nunca viemos aqui antes? — Porque você nunca participou de um torneio tribruxo antes — Cedrico respondeu sorrindo. — Nós podemos usar esse banheiro? — É isso mesmo o que estou ouvindo? — Aproximou-se a abraçando — Catarine Peterson preocupada com as regras? — Eu tenho uma imagem a zelar. — Riu fraco. — Quem diria. — Deu-lhe um selinho — E sim, nós podemos usar esse banheiro, ele é dos monitores. — O que vamos fazer? — Eu estava pensando em abrir esse ovo e comemorarmos a sua primeira vitória, o que acha? — Uma ótima ideia — respondeu enquanto passava suas mãos pelo pescoço do rapaz. — Eu vou encher a banheira. — O que acha que pode ser a próxima tarefa? — Catarine perguntou enquanto tirava suas roupas e observava o namorado tirar a camisa. — Pode ser algo relacionado a voo, já que os dragões voam. — Isso não faz o menor sentido — disse Catarine dando risada. — Você quer abrir? — Catarine pegou o ovo e o encarou. — Entra comigo e abrimos juntos — respondeu sentada na beira da banheira. — Você é lindo, sabia? — a morena perguntou abraçando seus ombros por trás e dando-lhe alguns beijos na bochecha. — Hum, que delícia. — Sorriu entrando na banheira e estendendo a mão — Vem cá? — Segura o ovo — ordenou a garota lhe entregando o ovo de ouro. — Posso abrir? — Pode amor. — Catarine logo ajeitou-se na banheira. — Certo, um, dois, três! — O loiro finalmente abriu o ovo e um barulho estridente tomou conta do local fazendo o rapaz soltar o mesmo que afundou na banheira. — Ced! — Eu pego. Cedrico mergulhou na banheira e notou que o terrível som que quase estourou seus tímpanos era algo embaixo d'água. A canção cantada calmamente lhe dava a pista da segunda tarefa. “Onde ouvir da nossa voz o tom na superfície não há som durante uma hora deve buscar e o que quer vai encontrar.” Rapidamente Diggory voltou à superfície e sorriu encarando a namorada. — Você não vai acreditar! — O que? — A segunda tarefa é no lago n***o. — Como sabe? — Eu ouvi. — Espera, você ouviu alguma coisa daqueles gritos? — Não eram gritos, talvez uma canção dos sereianos, por isso não entendemos nada. — Eu já disse que te amo? — perguntou sorrindo e o beijou. ... 24 de junho de 1995 A banda tocava alegremente para celebrar o final da competição, todos estavam ansiosos pela última tarefa do torneio tribruxo, que era considerada a mais difícil de todas. Por isso, cada campeão ganhou um “tutor” para lhe auxiliar durante os meses que antecedem as provas. Para o azar de Catarine, ela ficou com o professor que mais pegava em seu pé além de Severus Snape, o professor de defesa contra as artes das trevas: Alastor Moody. Mesmo sendo um excelente professor, Catarine não gostava muito dele, durante todo o semestre ele insinuava que a morte de sua mãe não foi um mero acidente, dizia que “loucos como Sirius Black devem apodrecer em Azkaban.” — Catarine! — disse o bruxo firme chamando sua atenção. — O que é agora? — Ane respondeu já sem paciência alguma, desde a segunda tarefa no lago n***o ela jurava que o professor havia a deixado para morrer, já que não conseguiu realizar o feitiço para respirar no fundo do lago. — Isso são modos? Me respeite. — Fala logo! — Você pegou tudo o que vai usar no labirinto? — Você quer dizer a varinha? — perguntou o encarando. — Lembre-se de que labirintos não são confiáveis, na dúvida entre sempre à sua direita. — E se não tiver entrada para a direita? — Ora, siga em frente! — Sonoro! — gritou Dumbledore chamando a atenção de todos nas arquibancadas. — Hoje cedo o professor Moody colocou a taça tribruxo no interior do labirinto, só ele conhece o local exato. Como a senhorita Peterson. — Sua fala foi cortada pelos aplausos dos alunos — E o senhor Potter estão empatados em primeiro lugar, eles serão os primeiros a entrar no labirinto, seguidos pelo senhor Krum e a senhorita Delacour. — Todos vibraram novamente gritando seus nomes — O primeiro que conseguir tocar a taça, será o vencedor! Dei ordens à equipe para patrulhar o perímetro, caso algum competidor queira abandonar a tarefa, ele ou ela só precisará disparar faíscas vermelhas com sua varinha. Competidores! Venham para cá, rápido — disse Dumbledore abrindo seus braços enquanto os jovens se aproximavam. Todos organizaram-se em volta do diretor e ficaram em silêncio apenas ouvindo o que ele murmurava. — No labirinto não haverá nenhum dragão ou criaturas aquáticas, ao invés disso enfrentarão uma coisa ainda mais perigosa. Sabem, as pessoas mudam no labirinto, achem a taça se puderem, mas sempre estejam bem atentos porque podem acabar se perdendo no caminho. — Dumbledore completou e logo voltou a atenção para a platéia — Campeões, preparem-se! — Todos aplaudiram felizes. — Amor. — Cedrico abraçou Catarine forte — Boa sorte. — Estou com medo. — Retribuiu o abraço mais forte ainda. — Eu sei que não é a hora mais adequada — murmurou soltando-a. — Mas você aceita casar comigo? — perguntou sorrindo. — Está brincando? — Preparem-se! — gritou Alastor Moody. — Então? — Cedrico a olhou esperançoso. — Sim, sim, sim. — O rapaz a abraçou e selou seus lábios com calma. — Vai lá e ganha esse torneio, meu amor. — Quando eu dizer três! Um... — disse Dumbledore dando um sinal para Filch que sequer esperou a contagem terminar e a banda logo voltou a tocar. — Boa sorte, garota — Alastor murmurou para Catarine enquanto ela entrava no labirinto. Aos poucos a música da banda ficava cada vez mais baixa e distante, as paredes do labirinto estavam cada vez mais estreitas, os campeões logo se dividiram pelos corredores e caminharam em busca da taça. — Adivinhem só! — exclamou Cedrico sorridente voltando para a arquibancada com seus pais e amigos. — O que filho? — Amos perguntou. — Catarine aceitou casar comigo. — Que ótimo querido — disse Thais o abraçando. — Parabéns! — Justino sorriu. A primeira meia hora já havia passado, mesmo estando cada vez mais ansiosa Catarine continuava caminhando, detestava admitir a fobia que tinha de labirintos. Antes de virar à sua direita um flash de luz foi disparado em sua direção, Viktor Krum estava tentando atacá-la. — Está maluco? — gritou com o rapaz que parecia não ouvir o que ela dizia. — Não! Não ataca ele — disse Harry segurando sua mão, ele está enfeitiçado. — Como sabe? — Ele tentou me atacar, vamos. — Espera! — Ane disparou alguns flash vermelhos para o ar e atingiu a perna do bulgaro que caiu ao chão — Você viu a Fleur? — Só na entrada. — Harry olha! — Catarine apontou para a taça tribruxo que brilhava. — Impossível. — Riu fraco. — Juntos? — Catarine perguntou olhando-o. — Juntos, um. — Dois. — A morena sorriu. — Três! — disseram juntos e finalmente pegaram a taça. Rapidamente a chave do portal os levou para outro lugar, mas não era o campo onde todos estavam reunidos. Haviam algumas covas em sua volta, Catarine olhou para Harry assustada e finalmente disse algo. — Onde estamos? — Eu já estive aqui — Harry murmurou. — Como? — Nos meus sonhos eu já estive aqui antes, Tom Riddle — disse Potter enquanto lia uma das lápides. — Você está brincando? — Não, nós temos que ir embora! — Harry, o que está acontecendo? — Rápido Cat, nós temos que voltar para a taça, agora! — Harry, calma, do que você está falando? — O garoto não a respondeu e ajoelhou ao chão gemendo de dor — Harry, o que foi? — Catarine perguntou aproximando-se. — Volta para a taça. Catarine encarou uma figura completamente escura aproximando-se enquanto carregava algo em seus braços. — Quem é você? O que quer? — gritou Ane tomando a frente de Harry. — Quieta — uma voz murmurou e logo a figura preta a atacou. — Crucio! — Não! — Harry gritou vendo a garota cair ao chão gemendo de dor enquanto se contorcia. — Faça agora! — a voz rouca murmurou novamente, Harry estava preso pelos braços e Catarine gemia cada vez mais alto de dor. — Para! — Harry gritou. — Ande, faça logo. — O homem puxou uma pessoa encapuzada para a frente de um caldeirão — Faça ou eu a matarei! — Pare a maldição! Pedro, por favor! — A voz chorosa pediu. — Faça logo Rosele ou a sua filha irá morrer sem saber a verdade. (...) Havia se passado uma hora desde o início da terceira e última tarefa, todos nas arquibancadas já não aguentavam mais esperar, em um piscar de olhos Harry apareceu segurando a taça do torneio tribruxo. A banda começou a tocar seus instrumentos celebrando a vitória do jovem bruxo, até mesmo os que ? — Josele perguntou aplaudindo e inclinando-se para conseguir ver melhor. — Meu Merlin — exclamou Justino percebendo que quem estava ao chão era Catarine. — Cedrico, espera! — disse o bruxo, mas o amigo foi mais rápido e logo chegou ao campo. — Catarine! — gritou. — Potter, o que houve? — Ele a torturou. — O garoto dizia incansavelmente. — Ane, está me ouvindo? — Quando finalmente todos entenderam o que estava acontecendo, ficaram em desespero. Alastor Moody aproximou-se e afastou Harry Potter de todos. — Senhor Diggory, acalme-se, por favor. — Minerva pediu calmamente. — Ela está sangrando. — Filho, venha — disse Amos o afastando da garota. ...
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