Henrique - Surpresa

1330 Words
Henrique Estou com os braços ao redor do corpo gostoso da minha mulher, em volta da cintura dela para ser mais preciso. Ela se mexe de forma sensual, esfregando o seu corpo ao meu, me deixando completamente aceso e desejoso por ela. ‘Nem acredito que estou dançando com o amor da minha, na nossa festa de casamento!’ Tudo é tão gostoso e excitante, e minha vontade é tirá-la daqui o quanto antes. Sinto-me aquecendo de dentro para fora ao mesmo tempo que fico em sintonia com ela, acompanhando-a sem nenhuma dificuldade, como se eu já soubesse cada movimento que ela faria. Enquanto dança, ela sorri. E em momentos estratégicos, seus lindos olhos castanhos procuram os meus. Seus olhares penetrantes me causaram arrepios porque neles existe uma promessa silenciosa, mas tão clara que sinto cada palavra dela em minha pele. A minha vontade é beijá-la, mas antes trocamos frases de duplo sentido, deixando tudo ainda mais excitante. Quando chego ao limite, penso em tirá-la da pista, mas somos surpreendidos por meu primo e sua noiva que elogia a festa, nos fazendo trocar algumas palavras com eles, cortando totalmente o meu barato. Eles saíram da pista depois de algumas músicas, e a gente dançou mais um pouco. O ritmo e a animação da festa é contagiante, nossos convidados parecem sentir nossa vibração, mas minha bexiga começou a reclamar, interrompendo a diversão. Me despedi da Sol momentaneamente e, com passos rápidos, segui meu caminho, sentindo a urgência aumentar a cada metro. Após resolver o meu pequeno impasse, lavei as mãos sentindo o perfume de jasmim do sabonete enquanto olho meu reflexo sorridente no espelho. ‘Acho que nunca estive tão feliz na vida!’ Saí do banheiro ainda com um sorriso no rosto, já imaginando meu plano em ação. Mas antes que pudesse dar o segundo passo, esbarrei em algo, ou melhor, em alguém: minha irmã. Ela estava tão agitada que a força do esbarrão me pegou de surpresa, me forçando a perguntar... —O que aconteceu Andrea? Parece que está com o pé na forca. —Penélope… ela está no banheiro e… O jeito que ela falava, apressada, mas gaguejando e o seu olhar atento me deixou saber que algo sério estava acontecendo. Imediatamente, fiquei em alerta enquanto aguardava o restante da sua fala, que demorou segundos intermináveis para concluir devido ao seu nervosismo. —A gente conversava… mas de repente, do nada Henrique… Percebendo a sua dificuldade, a apressei já agitado, elevando um pouco a voz, pressentindo que algo estava muito errado. —Fala logo, Andrea… Ela se assusta e de uma vez solta a notícia que eu não esperava enquanto me puxa pelo o braço, voltando a si. —Vem… me ajuda. Penélope, entrou em trabalho de parto! Está com dor, dentro do banheiro feminino. Quase tropeçando em meus próprios pés, sigo atrás dela, que me puxa até eu reagir por conta própria, assumindo o controle das minhas pernas. Nem em mil anos eu esperava por isso no meio da nossa festa, mas como dizem: ninguém impede a natureza. Então, caminhei apressadamente para o local a fim de ajudá-la de alguma forma. Parando ao lado da porta, ela estende o braço, me mostrando onde entrar e assim eu faço, sentindo o nervosismo aumentar por não saber o que eu irei encontrar. Para a minha sorte, encontro as duas bem apresentáveis, mas uma olhada rápida para elas indica que as coisas estão fora de controle pois o rosto de Penélope está demonstrando um leve pavor e minha tia, preocupação. Imediatamente perguntei, me sentindo preocupado e tenso. —É verdade que você está em trabalho de parto Penélope? —Acho que sim! —Vem, eu vou te ajudar a encontrar meu primo. Tudo aconteceu muito rápido daí pra frente. Tentei ajudá-la a caminhar, mas a sua dor aumentou, a fazendo se contorcer em seu lugar, então, mais do que depressa, a peguei no colo depois de avisar: —Dá licença Penélope, acho que assim vamos mais rápido! Ela não questionou ou me impediu, e eu a peguei com o máximo de cuidado que podia nesse momento, saindo do ambiente em seguida em busca do meu primo, afinal esse é o momento mais importante das vidas deles. Com ela em meus braços, se contorcendo de dor enquanto mantinha seus olhos fechados em meio a contração, segui de volta a festa, sentindo o coração agitado em meu peito por saber que a vida do meu primo está prestes a mudar e nossa família aumentar. Como pai, sei bem a emoção que ia nos gera e fico muito feliz por ter chegado a vez dele. Porém, enquanto caminho me pego pensando no quanto quero passar por isso com a Sol. ‘Tomara que não demore muito!’ Em meio ao caminho avistei meu primo vindo em nossa direção apressadamente e com o olhar assustado de quem não entendia o que se passava. Ao nos encontrarmos, ele busca saber o que se passa, e em uma conversa rápida com ela recebe a grande notícia. —Eu acho que estou em trabalho de parto Dani. Assim que fala e ainda em meu colo, Penélope sente outra forte contração, me fazendo sentir o seu corpo frágil se enrijecendo, tamanha é sua dor, me deixando saber que ela é intensa demais, o que eu sinto em meu corpo. Entendendo o quanto sua mulher precisa dele, Daniel a tira do meu colo apressadamente, ainda tentando entender o que ela sente e quando sua ficha realmente caiul, ele caminha para a mesa onde eles estavam sentados anteriormente enquanto eu permaneço em meu lugar sentindo a vibração do momento que tinha passado pelo o meu corpo, diminuir enquanto penso: ‘Em breve, serei eu a passar por isso, se Deus quiser!’ Pensar na minha mulher grávida, sentindo as dores de parto que vai trazer o nosso filho(a) ao mundo me deixa ainda mais agitado e esperançoso porque agora que casamos, nada mais impede que esse sonho também vire realidade. Ansiando pela chegada desse momento, mas focando no acontecimento presente, caminho em direção a mesa deles encontrando Daniel ainda levemente atordoado, sem saber o que fazer, com sua noiva em seu colo. Sorrindo e feliz por eles, expressei minhas mais sinceras felicitações deixando um aperto em seu ombro: —Meus parabéns ao pais! Daniel me olha em choque e eu aviso feliz, sabendo bem o que ele deveria fazer, me certificando de orientá-lo adequadamente: —Liga para a obstetra e leva a sua mulher para o hospital, o mais novo Rodrigues está à caminho! Meu primo parecia não acreditar no que estava acontecendo, seu olhar alternava entre sua noiva e as todos nós que estamos próximos, então, como o mais experiente falei: —Se prepare, é uma das maiores emoções que você vai sentir na vida! A ficha dele termina de cair enquanto a aglomeração envolta a mesa aumenta e só aí eu revejo o amor da minha vida que logo após entender o que se passa fala com carinho: —Parabéns aos papais! Penélope, vai dar tudo certo, você vai ver! O casal a nossa frente entendeu que havia chegado a hora de se retirar e junto com os pais do Daniel, meus tios, saíram às pressas para o hospital, nos deixando perplexos, mas felizes por eles. Assim que eles saíram, fiquei de frente para a Sol, envolvendo sua cintura, a deixando grudada em mim e brinquei falando: —Vem aí mais um garanhão da família Rodrigues. Ela sorriu amplamente, negando com a cabeça sem acreditar no que eu disse. Envolve meu pescoço com seus belos braços finos e responde antes de me beijar delicadamente: —Mas ele vai ser como você, homem de uma mulher só! —Ele vai adorar isso, vai se dedicar somente a ela, assim como eu faço com você! —Acho muito bom! ‘Que ele tenha a sorte de encontrar o amor verdadeiro assim como nós encontramos, mas que não demorem para ficar juntos como aconteceu conosco!’
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