Sol
Para a minha surpresa, ao chegar perto da aglomeração, descobri que Penélope, uma das nossas madrinhas, estava entrando em trabalho de parto.
‘Será que toda a sua dança motivou o bebê a vir mais cedo?’
Deu para sentir o quanto eles estavam em choque com a situação, com certeza eles não esperavam por isso hoje mas logo ficaram igualmente emocionados por saber que o momento tão aguardado estava próximo.
Henrique com todo o seu autocontrole e domínio, orientou o primo como agir e em pouco tempo, eles saíram às pressas junto com os pais do Daniel, nos deixando em expectativas por novas notícias.
Foi impossível evitar o pensamento que em algum momento, nós também passaremos por isso, se Deus quiser. O que já me deixou levemente ansiosa porque eu sei o quanto Henrique espera por isso, embora essa parte do parto me deixe levemente preocupada.
‘Acho que vou ter que preparar muito o meu psicológico para isso.’
Mesmo assim nós voltamos às nossas comemorações, dando continuidade ao cronograma da festa que apesar do imprevisto, voltou ao seu ritmo normal.
Tudo foi surreal, pena que passou tão rápido.
Nós nos divertimos como nunca, curtindo cada momento como se fosse o último, o que realmente é já que nenhum de nós dois esperamos algo diferente do que o sucesso da nossa união.
E nossos convidados aproveitaram tanto quanto a gente, se divertindo e expressando toda a sua alegria pela a nossa felicidade.
Henrique e eu experimentamos todas as guloseimas e bebidas que tinha disponível, tiramos fotos engraçadas na cabine, dançamos mais um pouco e demos mais atenção às pessoas. Teve conversas, risadas e fotos com eles também até que chegou a hora de partir o bolo.
Na mesa principal, fizemos questão de ter ao nosso lado as nossas mães enquanto nós dois juntos seguramos a espátula de corte. Cortando como a tradição manda, debaixo para cima, simbolizando o nosso comprometimento na construção de um futuro estável e duradouro.
Os câmeras e fotógrafos captaram a nossa felicidade a todo o tempo, me deixando feliz em saber que teremos inúmeros registros desse dia tão especial para nós.
Sorrindo e alegre, eu mesma nos servi diante das pessoas. Colocando um pedaço generoso em um prato branco disponível para nós, e fazendo questão de colocar o primeiro pedaço na boca do meu amor que me olha ansioso e apaixonado, pronto para saborear o que tínhamos escolhido juntos.
—Abre o bocão!
Henrique faz o que eu peço, e com cuidado, o sirvo para não sujá-lo. Sorrindo e saboreando o bolo, ele pega o prato da minha mão, corta um pedaço e faz a mesma coisa comigo, colocando-o em minha boca devagar, me deixando saber que escolhemos o melhor dos sabores.
—Isso está delicioso!
—Espero que sobre um pouco para a gente.
Ele brinca colocando mais um generoso pedaço na própria boca e depois na minha. Depois, me envolve com carinho, me deixando saber o que deseja. E como esperado, me beija com um selinho demorado, falando em seguida:
—Saiba que eu vou passar o restante dos meus dias te alimentando…
—Estou contando com isso.
Assim, depois de mais chamegos, nós possamos para as últimas fotos com o bolo e champanhe e depois voltamos para a nossa mesa, onde realmente nos sentamos e comemos de verdade, o bolo, alguns docinhos e o bem casado.
—Nossa, eu simplesmente adoro comer bem casado.
—E vai ser assim por toda a vida, Tigresa.
Henrique responde com duplo sentido ao me olhar intensamente, chamando a minha atenção para ele que sorri bem do jeito que me deixa excitada.
—Você não me dá uma folga, hein.
—Nunca! E saiba que a tendência é só piorar com o passar dos anos porque você é viciante demais, minha Tigresa gostosa.
—Tudo bem, eu posso lidar com isso.
—Assim eu espero!
Ele volta a se aproximar, deixando alguns beijos gostosos em meu pescoço, ao mesmo tempo que me aperta disfarçadamente contra o seu corpo, falando em meu ouvido:
—A nossa festa está maravilhosa, mas eu estou louco para sair daqui contigo.
—Nem imagino o porquê.
Respondi sorrindo, observando ao redor tentando perceber se alguém prestava atenção na nossa interação fogosa.
—Imagina sim, que eu sei. Por mim, eu já tinha te levado para um dos quartos reservado para a gente, mas fui impedido.
—Seu safadinho…
—Safadinho… tenha certeza que sou bem mais que isso. Sol, já vou logo avisando. Se prepare porque hoje a gente vai t*****r gostoso a noite toda, eu estou cheio de t***o e energia!
A voz dele saiu exatamente como eu gosto de ouvir, mexendo com o meu interior de forma intensa. Fazendo as minhas entranhas se contrair de desejo ao sentir a pulsação que ele sempre gera entre minhas pernas quando fala assim.
—Que fogo todo é esse senhor grandão, por acaso a nossa noite anterior não aplacou em nada o seu desejo?
—Mulher, quanto mais eu tenho você, mais eu quero e mais meu fogo aumenta.
Minha pele se arrepia e instintivamente eu aperto as minhas pernas, fazendo ele notar a alteração do meu corpo enquanto respondo.
—Sei bem como é…
Henrique voltou a beijar o meu pescoço, me deixando levemente tonta e ainda mais desejosa, deixando claro, tudo o que ele pretende fazer comigo dentro da suíte. E cada palavra que sai da sua boca só me deixa mais ansiosa para seguir com ele, eu já estava pronto para incentivá-lo quando ouvimos a voz da minha mãe:
—Licença pombinhos…
Nós dois nos assustamos, relembrando a época em que ela fazia isso quando éramos mais novos.
—Nossa mãe, que susto.
—Não perde o hábito, né sogrinha?
—Pior que eu nem fiz de propósito. Desculpe, não queria assustar vocês, mas é que a festa está acabando e eu quero saber se precisam de ajuda com algo. Tudo na cozinha já está organizado, sua mãe, Henrique, está lidando com os presentes e eu queria saber se vai precisar de ajuda com o vestido, Sol.
Mais do que presença Henrique se manifestou:
—Obrigada Graça, mas a gente está bem e não precisa se preocupar com mais nada. Relaxa e aproveite o final da festa.
—Tá bem, então.
Ela se afastou sorrindo e nós voltamos a conversar até sermos interrompidos pelos os nossos convidados que começavam a se despedir, nos deixando saber que realmente a festa estava acabando. Educadamente, nós demos atenção a todos que aos poucos foram saindo, ficando apenas os familiares mais próximos.
Andrea: —Nem acredito que a noite acabou.
Rita: —Nem eu, mas de uma coisa eu sei. Nunca me esquecerei dela!
Graça: —Nem eu, foi um dos dias mais emocionantes da minha vida.
As crianças já estavam cansadas, Thales já tinha caído no sono ao reclinar a cabeça sobre a mesa, mas o irmão e a Lara queriam aproveitar até o último momento, então permaneciam brincando na pista de dança. Mas como Henrique e eu queríamos nos retirar, a chamamos.
Ainda agitada, ela se aproximou sorrindo, nos deixando ver que está vermelha e levemente suada.
—Oi mãe.
—A festa está acabando, sabia?
—Ah nãoo. Está tão legal!
Foi uma luta fazer a Lara aceitar o fim da festa, e para piorar, ela cismou que queria acompanhar a gente. Com muito carinho e paciência, tive que persuadi-la novamente para fazê-la aceitar ir de boa com a minha mãe. E quando enfim consegui, eu estava com uma filha grudada em meu colo, enchendo o meu rosto de beijos por saber que iremos ficar vários dias distantes.
—Promete que vai fazer chamadas de vídeo, mamãe?
—Todos os dias!
—E vai trazer presentes?
—Um monte!
Depois de responder uma série de perguntas, receber e dar muitos beijos, sentindo o meu coração apertar por saber que terei pela frente vários dias sem receber seus carinhos e sem sentir o seu cheirinho gostoso, ela passou para o colo de Henrique que aproveitou como pôde assim como eu.
E quando chegou o momento, todos nós nos despedimos com alegria próximo ao nosso carro, onde Henrique e eu entramos sentindo um misto de sentimentos após a constatação da realização do nosso sonho que pareceu acabar muito rápido para o nosso gosto, mas que abriu as portas para o nosso felizes para sempre.
—Tchau gente…
Ambos acenamos para os familiares que ficaram até o fim e retribuem os acenos com sorrisos enormes no rosto assim como nós estamos.