Henrique
Tudo está mais que perfeito, nossa cerimônia foi linda, aconteceu exatamente como havíamos planejado e as palavras sábias do pastor só tornou tudo mais do que especial. Nós celebramos com os nossos convidados e em seguida dançamos a música que eu sempre quis dançar com o amor da minha vida.
Agora estou com ela em meus braços, beijando os seus lábios macios e suculentos ao término da música e tudo o que eu quero nesse exato momento é curtir com ela essa festa maravilhosa que organizamos juntos. Então me afasto sorrindo e pergunto:
—Pronta para aproveitar?
—Com certeza!
Ela responde sorrindo, então me ergo puxando o seu corpo junto ao meu e em seguida, seguimos para perto das nossas mães que nos abraçam empolgadas, nos felicitando.
—Tudo foi tão lindo! Meu filho, vocês programaram uma cerimônia simplesmente perfeita, do início ao fim.
—Obrigado, mãe!
—Que emocionante! Não parei de chorar um minuto sequer, na verdade ainda estou chorando. Sol, minha filha, você precisa me dar uns bons dias para me recuperar.
—Eu estava preocupada com a senhora, o que acha de verificar sua pressão?
Nós trocamos de mães, o que me faz falar com a minha sogra depois de apertá-la com força a deixando debaixo do meu braço:
—Não inventa de ter um piripaque hoje, ainda temos muita coisa para aproveitar na festa e depois eu preciso mesmo que fique com a Lara porque eu pretendo curtir os melhores trinta dias da minha vida ao lado da minha mulher.
Primeiro ela me olha me repreendendo como se não acreditasse no que eu estava falando, então pergunta:
—Vocês não cansam!
—De … não, com certeza não. Com todo o respeito, sogrinha, mas eu estou doido para sair daqui com a sua filha. Que ela não me ouça, mas essa noite ela não vai pregar os olhos.
Respondi sendo sincero fazendo ela abri a boca como se fosse me repreender, mas em seguida sorri amplamente desistindo da ideia e me surpreende falando:
—Desisto… e já que irá se dedicar tanto, só espero que cumpra logo a promessa que me fez e me dê netos lindos.
—Pode deixar, no que depender de mim Sol voltará da lua de mel grávida.
—Henrique…
Minha amada me repreende, mas as nossas mães falam juntas:
—Amém!
O que nos faz rir juntos enquanto os câmeras e fotógrafos registram a nossa interação espontânea até que a cerimonialista se aproxima pedindo para nos direcionarmos à mesa principal para começarmos os registros ao lado dos nossos familiares e amigos.
Tudo seguia como de costume, nós tiramos muitas fotos enquanto nos divertimos ao lado das pessoas que amamos fazendo algumas brincadeiras em meio as fotos e quando tudo terminou, nós dois seguimos para a nossa mesa, onde nos sentamos um pouco para descansar e comer.
Assim que sentamos, dois garçons chegaram à nossa mesa, deixando várias opções para comermos e bebermos.
—Nossa, estou faminta!
—Não posso mentir, também estou!
Nós dois comemos em meio ao chamego como casal apaixonado que somos com um colocando aperitivos na boca do outro, em meio a sorrisos e selinhos carinhosos até sermos interrompidos por uma Duracell que chegou mais agitada do que nunca, falando como uma tagarela:
—Mãe, eu posso tirar esse vestido? Ele está atrapalhando as brincadeiras.
—Vem cá, senta um pouquinho no colo da mamãe, vou arrumar o seu cabelo.
—Ah mãe, eu quero voltar a brincar.
Com carinho e jeito, Sol conseguiu arrumar o cabelo da Lara que quase não parava quieta enquanto contava o que já tinha feito durante a festa.
—Nossa, a senhorita já fez um monte de coisas né, mas o que acha de comer um pouco aqui com a mamãe? Olha quanta coisa gostosa tem aqui.
Minha esposa amada chama a atenção da Lara para a variedade de comida que temos à nossa disposição, que enfim se rende a uma das coisas que as duas adoram fazer juntas - unir comida salgada com doce.
Enquanto observo as duas comendo como se não houvesse amanhã, fico desejando:
‘Tomara que seja assim com todos os nossos filhos!’
—Hum… que delicia! Podemos levar um pouco para casa, pai?
—Se sobrar vou pedir para sua vó Graça levar para você.
Lara me olha se lembrando da nossa conversa e pergunta tentando mais uma vez conseguir o que deseja:
—Porque quando a festa acabar eu vou passar uns dias na casa da vovó Graça?
—É isso mesmo!
—Porque eu não posso ir viajar também?
—Já conversamos sobre isso, esqueceu?
—Porque o papai e mamãe precisam de um tempo sozinhos como casal.
—Isso aí, agora chega dessa conversa.
Quando Sol fica satisfeita com a quantidade que Lara come, deixa ela voltar para perto dos primos.
—E então, vamos aproveitar um pouco a festa?
—Claro, marido!
Me viro para ela perguntando, e ela me responde sorrindo. Adorando ouvir como ela me chama, peço:
—Fala de novo.
—Vamos curtir a nossa festa, meu lindo marido!
Ela responde já se aproximando de mim, deixando a sua mão suave chegar no meu pescoço, onde toca com carinho, me fazendo um cafuné gostoso enquanto me beija, me levando ao céu com seu jeito único.
‘Pode um homem explodir de alegria?’
Nós nos levantamos e seguimos para as mesas das pessoas, onde damos a atenção aos nossos convidados.
Daniel: —Cara, vocês arrebentaram. Fizeram uma festa perfeita.
Otávio: —Nem fale, dá para perceber que investiram pesado.
Henrique: —Obrigado gente! Esse é o dia mais esperado da minha vida, então não poupei mesmo.
Daniel: —Sem falar que todos estão super animados.
Otávio: —Sim, estão no mesmo clima que o casal. Henrique não pára quieto e não tira o sorriso do rosto.
Henrique: —No que depender de mim, ele não sai nunca mais daqui.
Eu conversava com eles quando Penélope se aproximou pedindo ao meu primo:
—Vamos Dani, vem dançar com a sua Charmosinha. Vamos relembrar um pouco do dia que a gente se conheceu.
—Pedindo assim fica até difícil negar.
—Eeee.
—Dá licença gente, a minha Charmosinha e nosso Guerreirinho requer a minha atenção.
Os dois saíram felizes rumo a pista de dança e eu me senti motivado a fazer o mesmo com a minha mulher, educadamente comuniquei ao meu tio e partir em busca dela.
A encontrei na mesa junto com as primas, todas gargalhavam deixando claro que o assunto estava bom. Ainda ouvi um pouco da conversa delas que muito me agradou, o que me fez responder:
Angélica: —É verdade, mas eu sempre soube que no fim eles ficariam juntos em algum momento. Ela nunca conseguiu esquecê-lo!
Laura: —Mas essa Sol é sortuda demais, fisgou o pacote completo. Aposto que ele é muito bom em tudo o que faz.
Sol: —Eu não tenho do que reclamar!
As gargalhadas ecoam no ar, deixando a entender que elas falavam de intimidades, mas mesmo assim eu terminei de me aproximar, ficando atrás da minha mulher, passando os braços em sua cintura, enquanto falo:
—É muito bom saber dessa informação, meu amor, mas se nos derem licença moças, eu quero dançar com a minha mulher agora.
Angélica: —Claro, ela é toda sua!
A gente se despede, deixando um grupo agitado para trás. E da mesma forma que estávamos, seguimos para a pista enquanto eu aproveito para instigar um pouco a mulher que quero pegando fogo daqui a pouco, perguntando em seu ouvido de forma safada:
—Quer dizer que você não tem do reclamar?
Ela sente a minha intenção, fica atenta, me olha sorrindo enquanto caminhamos. Sua respiração começa a alterar, me deixando ciente que consegui alcançar o objetivo enquanto responde pressionando de forma disfarçada o seu corpo contra o meu como sempre faz quando entra na minha onda:
—Não, nem um pouquinho. Pelo contrário, marido. Eu só tenho elogios, muitos elogios…
—Fique sabendo que essa noite eu pretendo dar mais motivos para grandes elogios.
—Eu vou adorar…
—É claro que vai minha Tigresa, vou me certificar disso.