ANA A água quente do chuveiro escorria pelo meu corpo, mas não tinha o poder de me aquecer da frieza da perda do Jhon. Enquanto eu esfregava o sabonete na pele, lembranças vinham à tona. Recordava os momentos felizes que compartilhamos, como o dia em que ele me ensinou a fazer espuma com a esponja e deslizou suas mãos pelas minhas costas com gentileza. Mas, em vez de me trazer conforto, essa memória me fez desabar em lágrimas. Abraçando meu corpo trêmulo, tentei sufocar os soluços. Meus olhos já ardiam de tanto chorar, e eu simplesmente não conseguia mais suportar a dor. Aquela cena na sala de emergência, com Jhon ensanguentado e sem vida, se repetia sem parar em minha mente. Desliguei o chuveiro e alcancei a toalha, secando meu corpo apressadamente. Em seguida, vesti o roupão e saí do

