Crowley
Desci para as profundezas do inferno novamente depois de tudo o que aconteceu com Ray.
Não sei o que essa garotinha tem que me faz querer ficar perto dela e a ajudar, eu tenho essa sensação estranha quando estou perto dela, como se já a conhece-se de algum lugar. E sei exatamente quem pode me esclarecer essas dúvidas.
— Segunda Vez essa semana? – Disse Lucifer na jaula assim que me viu entrar. — Já tô achando que tem um crush por mim Crowleyzinho.
— Não matamos Panishar. – Digo ignorando seus comentários idiotas.
— O que? Você tinha uma única missão e falhou miseravelmente seu inútil. – Ele disse irritado. — Se algo acontecer com ela por sua causa eu juro que...
— Jura o que? Por que no momento você está bem enjaulado passarinho. – Debocho. — E por que você se importa tanto com a Tri-bida? Não vai me dizer que é Time das bruxas.
— Eu me importo com ela porque somos família e família é poder. – Disse Lúcifer com um sorriso cínico ao ver minha cara de espanto.
Rayssa Mikaelson
Adentro o meu quarto e me assusto ao ver alguém deitado na minha cama.
— Oi baixinha. – Disse o cara que estava minha cama, acho que ele deve ser um dos tios que a Hope falou, como era o nome mesmo... Kai.. Kolen a é Kol.
— O que faz aqui? Kol... – Digo seu nome com um pouco de dúvida.
— Lembra de mim?
— Hope falou de todos os meus tios e tias. – Digo sem dar muita importância.
— Tenho certeza que ela não falou tudo sobre nós. – Ele se levanta e vem em minha direção, colocando uma das mãos em meu rosto e outra acariciando meu cabelo.
— O que está fazendo? – Tento parecer firme mas acaba saindo em um sussuro, é como se seu toque fosse familiar, meu corpo todo reage a ele me causando arrepios.
— Procurando suas memórias. – Ele cola mais nossos corpos me fazendo encostar na parede e me puxa para um beijo, no começo eu não retribuo mas acabo me deixando levar... Até que me toco que ele é meu tio e o empurro dando um t**a na cara dele. — Aí! – Ele resmunga colocando uma mão no rosto.
— Qual o problema das pessoas para ficarem me beijando! – Digo irritada.
— Você retribuio. – Ele disse. — espera.. quem te beijou?
— Uma garota na escola, Penelope alguma coisa.
— Vou m***r ela! – Ele tenta sair do quarto mas eu o seguro.
— Ei, Ei, Ei. Não pode me beijar e sair assim sem explicar, não tenho memórias lembras! – Ele revira os olhos e quando abre a boca para falar um cara baixinho aparece no quarto.
— Oi docinho, temos que conversar!
Quebra de tempo
Estava eu e minha família de malucos na sala esperando o Crowley falar alguma coisa. Ele apenas disse para esperar até os Winchester chegarem com uma poção que iria curar minha amnésia.
— Achei que só ela poderia conseguir as memórias. – Disse Hope jogada no colo de uma das minhas tias loiras no sofá.
— Os Winchester foram falar com minha mãe, ela é uma bruxa muito poderosa e consegue uma cura para tudo. – Disse Crowley.
— Ela parece ser legal. – Digo.
— Ela é uma v***a!
— Tia Bekah também e nos não falamos nada. – Disse Hope que recebeu um t**a da mulher que estava com ela no sofá, é essa deve ser a Rebekah.
— Chegamos. – Disse um cara alto acompanha de um menor.
— Da a poção para ela esquilo. – Disse Crowley.
O mais baixo me entregou um frasco com um líquido que fedia e me mandou beber, eu neguei mais acabei não tendo escolhas no final e bebi tudo.
— E aí? Funcionou? – Pergunta Freya vindo até mim.
— Acho que sim, Rebekah né? – Zombo fazendo ela me olhar assustada e eu riu. — Zueira. – Ela me dá um t**a de leve. — É Hope?
— Teve mais graça da primeira vez. – Ela me abraça, e depois todos que estavam ali menos Crowley me abraçam.
— Posso falar agora? – Disse Crowley impaciente e nos assentimos. — Eu fui ver Lúcifer de novo e descobri o motivo dele querer a Tri-bida viva...
— Fala logo! – Digo após ver ele dar uma pausa.
— Bem... Não é fácil dizer isso mas... Rayssa você é uma "Estrela da manhã"! – Ele diz fazendo eu e os Winchester ficarmos chocados e o resto sem entender.
— Como isso é possível? – Pergunta Sam. — Ela não é uma Nefilim. ( Parte anjo e Parte Humano)
— As bruxas queriam algo, ou alguém no caso para destruir os vampiros, elas precisam de um dos seres mais poderosos do mundo para as ajudar. – Disse Crowley. — A mãe da Rayssa era uma Bruxa sifão, que foi transformada em vampira para procriar. O pai era um lobisomem que foi possuído por...
— Lúcifer. – Digo fazendo a ficha cair. Eu sou a filha do d***o, ou melhor a filha dos Diabos.
— Isso. – Acrescenta Crowley. — Além de ser uma Tri-bida, você tem sangue de anjo, mas a natureza não permite tanto poder então isso foi bloqueado.
— Tem como desbloquear? – Pergunto.
— Não sei, mas por que o interesse?
— A Profecia diz que 2 Tri-bidas vão batalhar, mas se eu tiver quatro lado deixo de ser uma Tri-bida. – Digo como se fosse obvio.
— Rayssa você encontrou um Brecha. – Disse Freya. — Você é um gênio. – Ela me dá um beijo da cabeça e vai buscar seus grimórios.
— Então o Mini Lúcifer. – Diz Dean. — Ou prefere Capeta 2.0?
— O que aconteceu com a Princesa? – Pergunto fingindo estar magoada.
— Se tornou a Princesa do inferno. – Disse Sam baixinho mas eu ouvi.
— Tá já chega, só porque eu sou filha dele não significa que eu sou do m*l. – Digo irritada de verdade. — Eu sempre fui filha do Klaus e isso não mudava nada
— Desculpa. – Diz Dean. — É que aquele cara é muito...
— O d***o?
— Exatamente. – Ele diz e eu riu.
Minha família eu acho que não tinha absorvido bem toda aquele informação, estavam em choque sem falar nada, até que Rebekah decide quebrar o silêncio.
— Depois que essa m***a acabar vamos tirar férias. – Ela diz e eu concordo.
— Uhh, vamos para o Havaí? – Pergunta Kol.
— Ah não, eu quero ir para Disney! – Disse Hope.
— Vamos para Los Angeles. – Disse Bekah. — Quem sabe encontramos o gato do pai biológico da Ray lá.
— Cala a Boca Bekah. – Digo brincando. — Andou maratonando Lúcifer sem mim?
— Foi m*l, precisava. É que aquela bundi...
— Chega! – Grito a interrompendo. — Eu nunca mais vou assistir Lúcifer com os mesmos olhos. – Digo e acabo percebendo o desconforto do meu pai que saiu da sala.
Droga, eu esqueci que deve ser difícil para ele tanto quanto é para mim, sigo ele até o jardim onde ele estava parado pensando.
— Pensando na morte da Bezerra? – Pergunto para descontrair e ele olha para mim sem dizer nada e volta a olhar para o jardim. — Você tá bem?
— Estou, por que não estaria?
— Pai, eu sei que é estranho a gente descobrir que meu pai é o Diabo...
— Por que seria? – Ele me interrompe.
— Pai, eu posso ser filha dele geneticamente. – Digo com as duas mãos em seus ombros. — Mas o único d***o que eu amo é você.
Ele sorri e me abraça, me sinto tão bem e segura perto dele. Como se tudo deixa-se de existir, os problemas sumissem, só existia nós dois. Eu o amo tanto e nem gosto de imaginar que eu posso ser o motivo dele e do resto dos Mikaelson caírem.
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