VICTOR SCHMITH O médico me chama num canto, distante de todos. O seu semblante é fechado, postura contida e sinto uma tensão imensa. Para ser chamado assim, no canto e de forma mais reservada, eu só penso em algo rüim. Queria ter outra reação, mas é tudo tão forte e com pouco tempo. Meu estômago revira. Meu corpo inteiro se tenciona e espero. — Senhor Victor Schmith... — Ele inspira fundo. — A cirurgia foi complicada. A bala ainda estava alojada e muito próxima de órgãos vitais. Houve uma perda significativa de sangue e quase houve perfuração em um dos órgãos internos. — O ar fica pesado agora. Meu peitö aperta. Sinto o suor brotar na nuca. — Mas... c-como ela está agora? Bem? Ele acena positivamente com a cabeça, mas o olhar dele ainda carrega algo a mais. Algo que me dá um frio

