TATIANA CLIVE (BÔNUS) Ainda estou parada na sala, com o celular em mãos, encarando aquele e-mail como se ele fosse uma bomba prestes a explodir. O meu corpo inteiro está tenso, as minhas mãos suam e a cabeça lateja. A mensagem ainda brilha na tela, e mesmo que eu já tenha lido, relido, decorado cada palavra, eu continuo aqui, como se pudesse encontrar algo diferente caso encare por mais tempo. Ferdinando. Ele apareceu. Depois de tudo. Depois de tanto tempo. Eu não sinto falta de nada dele. E nada que lhe representa. O e-mail é direto, frio. Diz que soube que voltei para Atlanta e que está a caminho. “Preciso te ver. Onde você está?”. Ele diz que tentou ligar. Já deixou claro que está vindo, como se tivesse esse direito. Mas não tem. Não mais. Nunca mais. O meu coração acelera. Não

