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ALANA SCHMITH A minha mente está um borrão. As pálpebras pesam, a minha cabeça lateja e um frio crüel percorre a minha espinha. Tento me mover, mas não consigo. Os meus pulsos doem e, quando forço um pouco mais, percebo que estão presos. Estou sentada. Os meus braços estão amarrados ao encosto de uma cadeira. As minhas pernas estão presas também e a boca seca faz um nó horrendo, com um gosto áspero de medo. Os meus olhos se abrem com dificuldade, e o que vejo me deixa ainda mais em pânico: é uma sala pequena, com paredes de madeira velha, a iluminação fraca vinda de uma lâmpada amarelada pendurada no teto. O ar cheira a mofo e a algo que não sei identificar, mas que me embrulha o estômago. Um tipo de porão ou casebre abandonado. Eu não faço ideia. A lembrança vem como um estalo: o a

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