VICTOR SCHMITH A tarde avança devagar, como se o tempo estivesse em luto. Tudo parece mais denso, mais lento… como se o mundo tivesse compreendido que eu não quero pressa hoje. E talvez nem amanhã. Estou no escritório, com uma dose de uísque na mão, diante da janela. Daqui, consigo ver o jardim nos fundos da casa. É longe, mas meu olhar alcança os vultos suaves de Alana e sua irmã caminhando entre as árvores floridas. Acho que o destino são os bancos do centro para se acomodarem. Eu presenciei daqui um abraço grande e bem demorado. Ela parece mais leve agora, apesar do que houve. Ela tenta sorrir. Ela tenta continuar. E isso me destrói por dentro. Não é a primeira vez que olho para uma mulher e a considero linda, mas é a primeira vez que olho para alguém e penso que não posso, de j

