ALANA SCHMITH A escuridão aqui dentro é densa. Quase posso tocá-la. Já perdi a noção das horas, mas tenho certeza de que já é noite. A luz fraca de uma lâmpada amarelada, pendurada sobre a minha cabeça, pisca intermitente como se zombasse do meu medo. O ar é abafado, cheira a madeira antiga, poeira e ferrugem. Tem mofo aqui também. Estou sentada numa cadeira desconfortável, os pulsos presos por correntes que machucam a minha pele. As pernas estão amarradas também. Tudo coça. O meu corpo inteiro lateja. As dores se espalham pelas costas, pelas pernas dormentes. Sinto fome. Sede. E medo. O tipo de medo que paralisa. Que deixa a boca seca e o coração pequeno. Não sei mais quantas horas se passaram desde que me trouxeram aqui. Não sei se é dia ou noite, mas pelas sombras e pelo frio cre

