VICTOR SCHMITH Ela está linda. Linda como nunca. Linda como sempre. Mas dessa vez… é diferente. Quando entro no quarto e vejo Alana ali, com a pele dourada pelo reflexo da lareira, usando aquela camisola vinho que molda cada curva do corpo dela, eu perco o fôlego. Não é só o desejo que explode dentro de mim, mas é o amor, é o alívio, é a certeza de que ela ainda está aqui. Ela ainda é minha. Toda minha! Ela estende a taça com aquele olhar mais doce que já vi na vida, firme e ao mesmo tempo vulnerável. Eu pego, mas a bebida é o de menos. Estou hipnotizado. Fascinado por cada detalhe que há nela. O perfume, a camisola, o quarto, o sorriso e esse brilho nos olhos. Ela se preparou para isso. — Eu precisava disso... — Ela diz com uma calma que quase me desmonta. Ela quer nós dois. Quer

