ALANA CLIVE Victor segura a minha mão com firmeza enquanto caminhamos entre as mesas. Os seus dedos deslizam pelas minhas costas com naturalidade e continuamos a ver mais pessoas pelo local. Ele é muito conhecido. Apesar da simpatia de muita gente, eu sei que ainda há quem nos olhe torto, quem sussurre pelas costas, mas Victor não deixa espaço para interpretações maldosas. Ele me apresenta com orgulho, como se estivesse dizendo ao mundo que sou dele. E sou mesmo. Cada célula do meu corpo sabe disso. Conversamos com dois casais que ele conhece desde a juventude. Um deles fala animadamente sobre o último congresso de investidores em Zurique, e outro comenta sobre uma viagem recente à Toscana. Eu sorrio, acompanho a conversa o máximo que posso e me esforço para parecer natural, mesmo quan

