VICTOR SCHMITH Finalmente em casa. Essa é a única frase que me acompanha desde que atravessamos a porta com os nossos filhos nos braços. Eu nunca pensei que palavras tão simples pudessem carregar tanto alívio, tanta paz, tanto amor condensado em uma única ideia: lar. Não é o cansaço do corpo que domina agora, e sim a realização. Estou exausto, sim. Os meus olhos pesam, as costas doem, os músculos gritam por descanso, mas o meu peitö está leve como há muito tempo não sentia. Ter a Alana em casa, mesmo que ainda precise de cuidados, e os nossos filhos bem, saudáveis, dormindo ali no bercinho… Não tem preço. Nenhuma conquista profissional, nenhum número na conta bancária, nada se compara a isso. Eu passo devagar pelo quarto, observando os dois dormindo. Meus filhos. Meus pequenos. O cabe

