VICTOR SCHMITH Dirigir com ela ao meu lado é uma experiência muito mais interessante do que qualquer trajeto que essa cidade possa oferecer. Estamos um pouco atrasados e a culpa é nossa, ou melhor, culpa da cama que nos prendeu e eu tive aquele tipo de desejo que não aceita ser adiado. Alana se arrumou às pressas, vestiu a roupa social com uma f***a indecente na coxa, prendeu o cabelo e soltou de novo logo depois, e agora, está ao meu lado no banco do carona, fazendo o que não teve tempo de fazer em casa: se maquiando. Uma música animada toca na rádio e ela cantarola baixinho, mexendo nos lábios enquanto espalha o batom com precisão. A cor destaca ainda mais a curva natural da boca dela. O sinal fecha, eu paro o carro e fico olhando. Ela não percebe. Está concentrada no espelho do para

