ALANA CLIVE O dia amanhece calmo, com a luz suave entrando pelas cortinas do meu quarto. Apesar de ainda continuar em repouso, é bem melhor aqui do que no hospital. Aqui tem um conforto maior, estou cercada de cuidados e atenção, mas hoje, algo dentro de mim desperta diferente. Talvez seja o desejo de retomar o que me pertence. A minha vida e o meu corpo. Minha autonomia. Me sento devagar na cama com um certo sacrifício, sentindo a fisgada incômoda na lateral onde a bala me atingiu. Ainda é cedo, o sol nem parece tão forte ainda, e Victor está na cozinha preparando o café para nós dois. Cuidar de mim se tornou a missão dele. Mas hoje eu quero tentar. O médico disse que aos poucos, depois de uns dias, eu precisaria me mover para o corpo começar a se adaptar, mas claro, sem nada exager

