ALANA CLIVE Ela está pálida. Uma mistura de medo, vergonha e puro nervosismo estampada no rosto. O olhar dela oscila entre o chão e os meus olhos, como se tentasse encontrar um escape, mas não existe. Ela está tremendo muito, engole em seco e parece querer ganhar tempo. Mas, ela não tem tempo e nem chance. Eu bloqueio a passagem no corredor, a encaro de frente, e ela sabe que não tem para onde fugir. — Alana... eu... — Fala agora, Cherry. Agora! Antes que eu chame a segurança e a polícia. — A minha voz sai firme, minha respiração acelerada. — Essa pulseira é uma joia. Uma joia cara e exclusiva. Eu sei de onde é e eu sei de quem foi roubada! Na verdade, nem pulseira ela é... é um colar. — Ela abre os olhos num susto. Agora ela sabe que eu sei bem do que eu estou falando. Ela nem começo

