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ALANA SHMITH Alguns dias se passaram, e a sensação de sufoco que a Tatiana carrega ainda não a deixa. Eu percebo. Mesmo quando ela tenta sorrir, existe uma sombra em seus olhos, como se algo ali dentro gritasse para sair, mas estivesse trancado a sete chaves. Por isso, hoje decido que vamos sair. Só nós duas. — Vamos comer algo fora? — Pergunto, dando um leve empurrão no ombro dela. — Você precisa respirar um pouco... lembra daquela salada de frutas exótica? Deu vontade! Ela hesita, mas acaba aceitando. Um restaurante pequeno e discreto, com comida caseira e tem belas sobremesas. Eu adoro e ela também gostou. Sem tumulto, sem olhos demais. Só paz. Entramos e escolhemos uma mesa perto da janela. O ambiente é aconchegante, a luz amarelada das lâmpadas dá uma sensação de lar. Sentamos u

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