— Não vai mesmo me contar o que está acontecendo? Estou sentada, tomando meu café da manha junto com Lorenzo. Ele vem tentando tirar algo de mim desde ontem a noite. Confesso que quando ele entrou pela segunda vez dentro de mim, e me pediu com aquela voz carregada, que quase cedi. Mas não podia. — Em breve. — Não confia em mim? — sua pergunta sai com uma certa dor. — Confio. Mas preciso de respostas primeiro. — Sabe que pode me contar qualquer coisa, não sabe? — Eu sei. — Vai ficar bem, Aurora? — Eu vou, prometo. Não era falta de confiança. Passei a confiar no meu marido. Mas não podia nada, pelo menos não ainda. Depois do café, fomos cada um cuidar de suas funções. Sorri quando ele se levantou e me puxou para um beijo demorado antes de sair. Seu beijo tinha gosto d

