Bullying

1554 Words
Jake: A minha vida é lutar para conquistar, minha mãe morreu de infecção hospitalar quando estava internada em uma UTI após um transplante de rins. Na época eu tinha quatro anos e meu pai entrou numa depressão profunda por conta da perda, desde então tive que aprender a me virar sozinho aos poucos. Um ano depois minha vó Zoe veio morar com a gente para cuidar de mim já que meu pai só piorava a cada dia e também não tinha mais emprego para nos sustentar, quando fiz oito anos meu pai conheceu Jasmine em um centro de apoio psicológico. Ela acompanhava o primo nas consultas e desde então meu pai e ela mantém um relacionamento, meu pai recomeçou a vida e hoje é dono de uma grande empresa de carros. Eu sempre fui um menino muito tímido, meu cabelo era aquele estilo franjinha escorrida na testa, meu óculos era desajeitado, meus dentes tinha aparelho, sempre fui bem magro por não comer tanto quando criança e a educação que a minha vó me deu foi excelente.. porém comecei a sofrer muito bullying na escola, e isso começou a me gerar revolta, aguentei isso tudo até os meus quatorze anos. Lembro como se fosse hoje! [Memória de Jake] — Olha só quem vem ai, o cabo de vassoura com franjas. - Erick, o popular disse fazendo todos os seus amigos rirem — não fale assim com ele, vai ferir os sentimentos do coitado - Hillary, irmã de Erick falou dessa vez - ele vai sair chorando e contar pra vovó dele. — Vocês são ridículos - reviro os olhos — Igual suas pernas de louva-Deus - mais uma vez ouço aquelas risadas novamente e sinto meus punhos serrarem - nenhuma garota vai querer você, parece um fio de poste. Sem nem pensar duas vezes sai dali correndo, meu rosto queimava em raiva. Ao chegar em casa encontrei Jasmine na sala fazendo aerohit em frente a TV e aquilo me deu uma ótima ideia. — Tia Jas - chego perto dela que me olha sem parar os exercícios - seu amigo da academia ainda está precisando de gente para trabalhar? — Sim querido - ela responde sorrindo - Por que? — Quero trabalhar para ele! - respondo e ela para tudo na mesma hora. - sei que tenho só quatorze anos, mas um homem tem que ir em busca daquilo que quer, não é? - digo vendo ela se aproximar. — Sim querido - passa a mão em meu rosto - vamos falar com seu pai, certo? [Memórias encerradas] Desde então trabalho na Fitlife, no começo eu ficava só na limpeza da academia. Mas sempre estava atento em como Jhon explicava tudo para as pessoas que iam se exercitar, um dia ele acabou me flagrando praticando barra no fim de um expediente, foi aí que ele me fez uma proposta. Se em dois meses eu aprendesse tudo sobre exercícios físicos e alimentação saudável, ele iria me preparar para ser um personal na academia dele. Imediatamente fui estudar sobre tudo o que ele havia pedido, comecei a praticar nas máquinas da academia e em tão pouco tempo eu já sabia basicamente tudo. Consegui a vaga de personal, meu corpo começou a crescer, mudei o corte de cabelo, tirei o aparelho dentário, passei a usar lentes de contato e minha vida mudou completamente. Os meninos que me zoavam começaram a me deixar de lado, Hillary confessou ser apaixonada por mim.. não só ela mas umas dez garotas também e como vingança rejeitei todas. Tentaram levantar um boato sobre mim, disseram que eu era gay só por não querer nenhuma menina daquela escola ridícula e eu dei uma surra no infeliz que espalhou essa conversa. Tomei suspensão pela primeira vez e então meu pai estabeleceu uma regra, mesmo ele apoiando a minha atitude, ele não é a favor da violência. Então ele disse que eu tenho que aprender a resolver as coisas de forma mais saudável, descontar a raiva de outra forma. E foi aí que comecei a descontar a raiva em tatuagens, aos dezessete anos já tenho 70% do meu corpo tatuado. O que inclui braços, peito, costas, barriga, pescoço e panturrilhas. No começo meu pai quase infartou, mas ele relevou já que a ideia havia sido dele.. resolvi mudar de escola no meu último ano, eu estava cansado daquelas pessoas chatas. Pessoas fúteis que não mudam nunca, isso é definitivamente exaustivo! Mas hoje começo meu primeiro dia na College Oxford, uma escola particular que minha madrasta indicou por ser uma das instituições mais elogiadas da cidade. Ao chegar na escola já recebi alguns olhares de meninas, algumas sorriram pra mim, outras me olhavam de forma mais sensual.. o que me faz querer rir por dentro por ser extremamente engraçado. Ao encontrar minha sala vejo estar meio vazia ainda, procuro rapidamente por um lugar e vejo uma cadeira vaga em frente a duas meninas. Uma morena de cabelos ondulados e outra de cabelos lisos que se olhava no telefone. Sinto o olhar da de cabelo ondulado sobre mim e sem entender fico tenso, caminho para o lugar ao qual eu escolhi. A sala logo se encheu e eu estava completamente distraído até sentir algo me cutucar e uma voz doce soar baixo atrás de mim. — Oi.. - olho por cima do meu ombro e vejo a morena com um sorriso sem graça - É... você.. - seu jeito fofo de gaguejar enquanto falava só demonstrava o quão envergonhada aquela garota estava - Então.. hmm.. poderia sentar na cadeira ao lado, por favor? Eu não consigo ver a atividade. Eu poderia sentar na outra cadeira? Claro, poderia sim. Mas essa menina me despertou uma curiosidade muito grande sobre ela. — Você poderia mudar de lugar também.. - digo tranquilo e vejo seu olhar indgnado, o que me faz ter v*****e de rir e então simplismente volto a olhar para frente — O que?! - ouço ela resmungar Alguns segundos depois vejo a menina parada em pé olhando para a cadeira vazia ao meu lado, encaro ela esperando que ela fizesse algo mas parecia que ela estava fora do ar. — Pode sentar, eu não mordo. - digo e ela arregala os olhos assustada - okay, mordo só as vezes.. - Sorri de lado — Quem você pensa que é hein? - diz a esquentadinha se sentando ao meu lado — Eu sou Jake e você? - dou um sorriso aberto para ela que apenas me ignora - você é tão bonita, deveria sorrir mais vezes! — E você deveria não ser chato! - ela coloca sua atenção em seu caderno evitando contato visual comigo — Ainda não me disse seu nome.. - insisto e ela apenas finge que eu não estou ali - Okay, vou te chamar de... baixinha marrenta. — Pelo amor de Deus, da pra parar de falar um segundo? - e assim resolvo deixá-la em paz. Nem percebi o tempo passar já que fiquei boa parte dele prestando atenção na garota ao meu lado, ela é muito bonita e o jeito que seus lábios se comprimem quando esta concentrada é muito atraente. É muito fácil de reconhecer algumas manias que ela tem, como por exemplo piscar algumas vezes ao tentar olhar alguma coisa, sorrir discretamente ao ver que está certa em algo, colocar a língua entre os dentes enquanto escreve.. Sai do meu transe ao ouvir o sinal para o intervalo, guardei minhas coisas e fui para a porta na intenção de continuar a olhando. Sua estatura física é pequena, mas é perceptível que tem um corpo bem cuidado já que há alguns músculos ressaltados em suas coxas e quadril. A menina logo passou em minha frente e caminhou pelo longo corredor, já eu fui até o refeitório e comprei um suco natural de laranja e uma maçã. Estava procurando um lugar para sentar até avistar a baixinha no jardim sentada perto de uma árvore. — Baixinha marrenta? - observo ela abrir os olhos lentamente e posso garantir que essa foi umas das cenas mais sexy que já vi - te trouxe um suco — É sério isso? você me seguiu até aqui? - ela me encara — Sim - sorrio e sento ao seu lado - Bom.. você é a primeira amizade que eu consegui aqui e que realmente me interessa. Ela se silencia como se estivesse pensando em algo, o cabelo dela balançava junto com o vento e os raios solares traziam destaque para a sua pele dourada. — Não vai tomar seu suco? vai acabar esquentando nesse sol. - digo ainda sorrindo pra ela que só me olhava sem ânimo algum - Você não sorri nunca? — Primeiro: como vou saber se este suco não está envenenado? - seu tom ríspido faz com que meu sorriso murchasse - segundo: Não tenho motivos pra sorrir! — Poxa baixinha, você é brava mesmo! - respiro fundo — Para de me chamar assim, meu nome é Amanda Garcês! - noto a raiva da mesma e percebo que já estou no limite - Você pode apenas me deixar em paz? — Okay.. - apenas dou de ombros e me levanto - Até mais baixinha - aceno e dou um último sorriso para ela antes de ir embora. Já vi que essa vai ser difícil de lidar.
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