Capítulo 11

1631 Words

Manuela Saio da cozinha enxugando a mão no pano de prato e já vejo a Alícia deitada no sofá, perna esticada, celular na mão e aquele fone gigante tapando metade da cara dela. — Alícia! — chamo alto. Ela nem se mexe. — Alícia! — repito, mais forte, mas a bonita continua igualzinha. Perco a paciência, vou até ela e dou um cutucão no ombro. — Tá me ouvindo não, menina? Ela puxa um lado do fone devagar, revirando os olhos como se eu tivesse atrapalhando o descanso dela. — Que foi, mãe? — responde, sendo grosseira. — Arrumou teu guarda-roupa? — pergunto encarando. — Não. A Madalena que vai arrumar! — dá de ombros, já enfiando o fone de volta e voltando pro celular. Sinto o sangue ferver na mesma hora. Arranco o fone da cabeça dela e taco na parede. — MÃE! — ela grita, se levantando

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