Rei Narrando Mano… cortei a rua naquele grau, o motor da moto roncando sinistro, mente fervendo… sangue já na pressão. Cheguei naquela minha casa, uma das que eu uso pra descarregar um pente, tá ligado? Lugar de responsa… sem caô, sem gente pra encher o saco. Buzinei daquele jeito, duas vezes: Os cria que tava na contenção já abriu o portão, sem nem questionar. Fizeram só aquele sinal com a cabeça, visão? Só respondi também, com aquele olhar firme: “Fé.” Já entrei, estacionei a moto no cantinho… nem desliguei direito e já desci daquele jeito, com o sangue quente, falando grosso: — Desce logo, Polly… — mandei, enquanto ajeitava o boné na cabeça. Ela já veio, descendo devagar, cheia de marra… andando rebolando, com aquela carinha de quem quer fazer graça, tá ligado? — Ai, Rei… — com

