Rei Narrando Mano… o bailão tava daquele jeitão. Luz baixa, fumaça no ar, copão girando na mão da rapaziada e o grave batendo igual coração de cria na beira da guerra. Só os fiel no camarote. As mina dançando como se o mundo fosse acabar amanhã, e a tropa só de olho, cada um com seu veneno na cabeça. Eu tava encostado, camisa aberta no peito, corrente balançando, e meu copo cheio de whisky do bom. Do lado, Miguel bolando a dele com aquele olhar de quem carrega os demônio calado. Pantera rindo alto, como sempre, e o Camaleão... aquele arrombado com aquele sorriso de canto, como se soubesse de alguma coisa que ninguém sabe. Mas eu sei. Eu enxergo tudo, irmão. — Então é isso, né? — Miguel soltou, depois de um gole. — O bonde do CV vai ficar no teu comando direto agora... Rei do morro, no

