Ao sentar, para o café da manhã com os pais.
"Eu acho que preciso contar uma coisa," começou ela, sua voz hesitante.
Os pais olharam;
atentos para Eliza, notando sua expressão preocupada.
"Na outra noite, quando Clary e eu estávamos na casa de Katy, nós encontramos um homem caído no quintal dela. Era... aquele homem que me perseguiu na cidade antiga. Ele parecia ferido, mas reconheci quem ele era. Não disse nada na hora porque fiquei com medo," confessou Eliza, olhando para o chão.
Os olhos de sua mãe se arregalaram, e o pai dela franziu a testa, claramente alarmado.
"Eliza, por que não nos contou antes? Isso é sério!" disse a mãe, segurando a mão da filha.
"Eu não sabia o que fazer... Achei que ele estava longe de mim agora. Mas depois do que aconteceu ontem à noite, eu estou com medo que ele tenha me encontrado novamente."
O pai de Eliza suspirou profundamente, passando a mão pelo rosto. "Se é ele, então precisamos tomar providências. Não podemos ignorar isso."
A mãe concordou, sua expressão era de preocupação crescente. "Vamos ligar para a polícia. Eles precisam saber quem pode ser esse homem e que ele está por perto."
Eliza assentiu, sentindo uma mistura de alívio e ansiedade. Ela sabia que falar sobre isso era a coisa certa a fazer, mas o medo ainda a consumia.
### **A Chegada de Estevão**
Mais tarde naquele dia, enquanto a polícia chegava para conversar com seus pais, Estevão apareceu na porta da casa de Eliza. Ele parecia preocupado, segurando uma sacola com algo dentro.
"Eu soube o que aconteceu ontem à noite," disse ele assim que Eliza abriu a porta. "Clary me contou. Você está bem?"
Eliza sentiu uma onda de alívio ao vê-lo. "Estou bem, só... assustada."
Ele olhou nos olhos dela com preocupação genuína. "Eu trouxe isso para você." Ele abriu a sacola e tirou um pequeno apito de emergência e uma lanterna portátil. "Se você se sentir em perigo, use isso. E se precisar, pode me chamar a qualquer hora. Não importa onde ou quando."
Eliza sentiu os olhos marejarem com o gesto dele. "Obrigada, Estevão. Isso significa muito para mim."
"Eu quero que você se sinta segura," respondeu ele, segurando suavemente sua mão.
### **Tomando Precauções**
Com a ajuda da polícia, os pais de Eliza explicaram a situação e relataram o encontro anterior com o homem desconhecido. A polícia prometeu investigar e aumentar as patrulhas pela área.
Nos dias que se seguiram, Eliza começou a sair menos de casa, temendo um encontro inesperado. Estevão continuava a visitá-la, sempre trazendo um sorriso para seu rosto e distraindo-a com conversas leves e momentos de carinho.
Apesar do medo que ainda pairava, Eliza começou a se sentir mais forte. A presença constante de Estevão e o apoio de seus pais e amigos a ajudaram a lembrar que ela não estava sozinha.
Mas no fundo de sua mente, a pergunta permanecia: aquele homem ainda estava por perto? E o que ele realmente queria?
### **Uma Nova Descoberta**
Os dias se passaram em um misto de tensão e pequenos momentos de alívio. Eliza, apesar de tentar manter uma rotina normal, não conseguia ignorar a sensação de estar sendo observada. Estevão, sempre atento, continuava presente, trazendo conforto e distrações que a faziam esquecer, mesmo que por pouco tempo, o medo que sentia.
Certa manhã, enquanto tomava café com sua mãe na cozinha, a campainha tocou. Seu pai atendeu à porta e voltou com um policial que carregava um caderno desgastado. O policial parecia sério, mas cordial.
"Recebemos informações que podem estar relacionadas ao homem que você mencionou, Eliza," disse ele. "Encontramos esse caderno em um banco do parque central. Há anotações que incluem descrições da sua antiga escola e de algumas ruas aqui em Carmelo. Achamos que você deveria vê-lo."
Eliza hesitou, mas pegou o caderno com as mãos trêmulas. Ao abrir, sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Entre rabiscos e desenhos, havia anotações confusas que mencionavam seu nome e até o endereço de sua antiga casa. Algumas frases eram inquietantes, como: *"Ela sempre corre às 7h"* e *"Sei que ela está aqui agora."*
O pai de Eliza se levantou, furioso. "Isso é um absurdo! Como alguém conseguiu segui-la até aqui sem que percebêssemos?"
O policial assentiu com seriedade. "Estamos reforçando a vigilância. Também estamos trabalhando para identificar quem é esse homem, mas precisamos que todos tomem precauções."
### **Uma Reviravolta Inesperada**
Mais tarde naquele dia, Eliza foi até o parque acompanhada de Estevão e Clary. Apesar do medo, ela sentia que precisava retomar sua vida e não permitir que o medo a consumisse. Eles caminharam juntos, conversando e tentando manter o clima leve. Mas enquanto exploravam uma trilha tranquila, Estevão parou abruptamente.
"Vocês ouviram isso?" ele perguntou, sua expressão ficando séria.
Eliza e Clary ficaram em silêncio. Um som leve de passos parecia vir de trás deles, mas quando se viraram, não havia ninguém.
"Pode ser só nossa imaginação," disse Clary, tentando aliviar a tensão, mas seu tom traía a insegurança.
De repente, um homem saiu de trás de uma árvore, seu rosto parcialmente coberto por um chapéu. Era o mesmo homem que Eliza tinha visto caído na casa de Katy.
Ele deu um passo à frente, mas antes que pudesse dizer algo, Estevão se posicionou na frente de Eliza, seu corpo como um escudo. "Quem é você e o que quer com ela?" perguntou Estevão, sua voz firme.
O homem hesitou, parecendo abalado pela presença de outras pessoas. "Eu... só queria falar com ela," ele murmurou, mas sua voz era cheia de intenções duvidosas.
Clary rapidamente pegou o celular e começou a ligar para a polícia. Quando o homem percebeu, recuou, mas Estevão deu um passo adiante, como se estivesse pronto para impedir qualquer tentativa de fuga.
"Se afaste," disse Estevão, sua voz agora mais ameaçadora. "Você não vai machucá-la."
O homem deu meia-volta e correu para a floresta. A polícia chegou momentos depois, mas ele já havia desaparecido.
### **Força em Meio ao Medo**
Depois do incidente, Eliza se sentiu mais abalada, mas também determinada. "Não vou mais deixar esse homem controlar minha vida," disse ela para Estevão e Clary enquanto caminhavam de volta para casa.
"Você não está sozinha, Eliza," respondeu Clary, segurando sua mão. "Nós estamos aqui para te proteger."
Estevão olhou para ela, com um olhar de tristeza pelo que estava acontecendo, e abençoou-ela.
### **O Plano para Recomeçar**
Naquela noite, enquanto Eliza refletia em seu diário, algo mudou dentro dela. O medo ainda estava presente, mas havia também uma centelha de coragem que não sentia há muito tempo. Ela decidiu que não ficaria mais escondida, prisioneira de seus próprios pensamentos.
Na manhã seguinte, durante o café da manhã, Eliza reuniu os pais na mesa. Com a voz firme, apesar da ansiedade que sentia, disse:
"Eu preciso falar com vocês. Não quero mais fugir desse homem ou do que aconteceu. Quero voltar a correr no parque, a estudar tranquila e a viver minha vida como antes. Mas quero fazer isso sabendo que estou segura."
O pai de Eliza olhou para ela com admiração. "Estamos aqui para você, Eliza. O que você precisar, faremos."
Sua mãe sorriu e segurou sua mão. "Você é mais forte do que imagina, querida. Vamos encontrar uma maneira de você se sentir segura e protegida."
### **Estevão e Clary Entram em Ação**
Eliza compartilhou sua decisão com Estevão e Clary durante um passeio à tarde. Ambos ficaram impressionados com sua determinação. "Eu sabia que você tinha essa força dentro de você," disse Estevão com um sorriso caloroso.
"Precisamos de um plano," acrescentou Clary. "Algo que mostre a esse homem que ele não tem poder sobre você."
Eles decidiram que, enquanto a polícia continuava as investigações, Eliza retomaria suas corridas matinais. Estevão a acompanharia, e Clary ajudaria a organizar um pequeno grupo de vizinhos para correr com eles. Isso garantiria que Eliza nunca estivesse sozinha.
### **O Primeiro Passo**
Na manhã seguinte, Eliza calçou seus tênis, ajustou os fones de ouvido e saiu para a rua. Estevão já estava esperando na frente de sua casa, com um sorriso tranquilo. "Pronta para recomeçar?" ele perguntou.
Eliza assentiu, tentando controlar a ansiedade. "Pronta."
Eles começaram a correr, e a familiar sensação do vento no rosto e o ritmo constante de suas passadas trouxe um conforto inesperado. Estevão corria ao lado dela, incentivando-a com palavras gentis. Em um ponto, ele tocou de leve no braço dela e disse: "Você está indo muito bem. Um passo de cada vez, certo?"
Eliza sorriu. "Sim, um passo de cada vez."
Enquanto corriam, Clary apareceu em uma esquina com outros dois amigos do bairro, juntando-se a eles. Era como se uma pequena comunidade tivesse se formado em torno de Eliza, e ela sentiu pela primeira vez em muito tempo que não estava sozinha.
### **O Confronto Final**
Depois de algumas semanas de corridas, Eliza começou a se sentir mais confiante. No entanto, em uma dessas manhãs, enquanto ela e Estevão estavam voltando para casa, avistaram o homem misterioso à distância. Ele estava parado, observando-os.
Eliza sentiu seu coração disparar, mas antes que pudesse reagir, Estevão segurou sua mão. "Fique calma. Não vamos deixar que ele te intimide."
Estevão chamou a polícia enquanto continuavam a caminhar, mantendo uma distância segura. O homem parecia hesitar, percebendo que Eliza não estava mais sozinha. Quando a viatura chegou, ele tentou fugir, mas foi rapidamente alcançado.
Os policiais detiveram o homem, e Eliza assistiu à cena com uma mistura de alívio e emoção. Finalmente, aquele capítulo sombrio de sua vida parecia estar chegando ao fim.
### **Um Futuro Brilhante**
Mais tarde, naquela noite, Estevão e Clary foram à casa de Eliza para comemorar. Eles trouxeram