Yasmin. . . .
Me olho no espelho grande que tem no quarto.
Somos onze, cada uma tem sua cama, menos eu.
Exatamente, eu não tenho a onde dormi ainda.
Era para ser dez garotas, mas ai eu fiz o negócio com o capeta e vim parar aqui.
- Toma, passa esse batom vermelho. - Uma garota de cabelos longos e loiro fala me entregando o batom.
Yasmin: Eu não.. -Tento dizer que não queria.
- Olha, sei que você não queria está aqui, mais você não quer arrumar encrenca com o chefe né ?
Yasmin: Não quero. - Falo abaixando a cabeça.
- Então deixa eu te maquiar, pelo menos vai disfarçar sua cara de medo. - Ela diz como se aquilo fosse normal, talvez pra ela seja.
Yasmin: tudo bem. - digo me rendendo.
- A propósito, me chamo Carol, e seu nome qual que é?
Yasmin: Eu me chamo Yasmin.
Carol era legal diferente das outras meninas que tinha ali, ficamos conversando enquanto ela me maquiava.
Ela também não queria estar aqui, mas agora aquela era a sua vida, e não tinha saída e nem outra opção.
Um tempinho depois eu já estava pronta , a maquiagem tinha ficado ótima.
Yasmin: eu amei pena que a ocasião não me agrada. - falei com a voz baixa.
Carol: é só não pensar demais. - Carol disse sorrindo pra mim.
Acho que ela estava tentando me acalmar.
Carol: olha faz o seguinte, pensa que você está numa festa com seus amigos e amigas, e que você está se divertindo muito. O primeiro cara que chega em você vai ficar doido.
Minhas amigas, eu não tinha parado pra pensar nisso, como será que elas estão, Será que elas estão preocupadas comigo e com o meu sumiço?
Será que elas se importam ou são iguais a minha tia?
Carol: dá para você desmanchar essa cara? - Carol pede. - Faz um esforcinho.
Yasmin: tudo bem.
Pega um vestido preto da arara de roupas, ele é de paetê, com alcinhas e vai até um pouco abaixo da minha b***a.
Destacou na minha pele clarinha. Ponho um salto nudes e volto a me encarar no espelho enorme em minha frente.
Até que não ficou vulgar, me sinto mais confortável.
Carol: So mais uma coisa, você já transou ? - Carol parou me olhando enquanto perguntava.
Parei pra pensar.
Será que falo alguma coisa ? . . .
(...)
Eu já tinha perdido as contas de quantos caras passou a mão em mim
Todos são tão nojentos, não acredito mesmo que estou passando por tudo isso.
Acho que dá tempo de me arrepender e pedi pro perigo me matar de uma vez por todas
Ele iria adorar isso.
O que estou pensando? E claro que ele vai negar, ainda vai rir da minha cara.
Eu não sabia o que iria fazer caso algum cara chegasse em mim.
Eu sou virgem, não sei o que fazer e também não quero que minha primeira vez seja me prostituindo. Me sinto podre.
Sentei no bar pedindo um drinks ao barman, todas nós podemos beber até três drinks por noite, pra animar as coisas.
Tomo a bebida em um gole só e o líquido desce queimando pela minha garganta.
- Boa noite. - Uma voz muito conhecida por mim chega em meu ouvido.
Viro um pouco o rosto e fico cara a cara com o perigo.
Perigo: So pra você saber que estou de olho em você. - Ele fala. - espero que se divirta bastante hoje.
Yasmin: Tenho certeza que sim. - Respondo com sarcasmo.
Perigo: foi você quem quis isso. - Ele sussura no meu ouvido e sai em seguida.
Merda!
(..)
Estava cada vez mais dificil driblar aquele monte de homem podre, mais sei que não posso segurar mais, vou ter que ceder.
- Sabe você é muito linda. - um cara fala sentando ao meu lado e sorrindo.
Yasmin: obrigada. - Falei com um sorriso falso no rosto.
- o que tenho que fazer pra ter sua companhia? - Ele fala, parecia está bêbado já.
Sumir, apenas isso. Pensei.
Minhas mãos estavam começando a soar muito, o cara não é feio, e nem é um velho nojento, mas é minha virgindade em jogo e não quero vender ela.
Yasmin: Que tal um drink? - Pergunto sorrindo.
-E se tomarmos esse drink em um quarto lá em cima - Ele pergunta fazendo eu gelar. . .