NARRAÇÃO DE ALEXANDER... Naquela noite, custei a dormir. Tudo o que tio Gabriel falou, ficava ecoando na minha cabeça. Meu pai me enganou... No meio da madrugada tive crise de ansiedade, só pode ser. A impressão era de que o teto tinha descido ou meu corpo flutuado, até o meu nariz ficar colado ao teto branco. Essa era a sensação, junto com a falta de ar e dormência em meus lábios. Tentei me controlar, fechando os olhos, respirando calmamente, movimentando minhas mãos, mas nada resolvida! Meu peito queimou e meu coração disparou de uma tal forma, que sentia minha morte se aproximar. Cravei minhas unhas no cobertor, meus olhos lacrimejavam, sentindo todo o processo daquela crise. Lilly, mesmo dormindo, virou para o meu lado, deitando sobre meu peito. Consegui controlar a respiração, o cor

