POV: Cauã Delacruz A mão dela ainda ardia na minha. Ou talvez fosse o contrário: talvez fosse minha pele queimando por ter segurado ela daquele jeito. — Me solta Cauã eu não quero conversar com você! - ela se debatia nos meus braços. O camarote inteiro estava parado — eu sentia os olhares pesando no meu pescoço como pedra. O som do paredão martelava, mas parecia distante, abafado, como se o mundo tivesse entrado debaixo d’água. E no centro de tudo isso… a Hannah. Não a Hannah brava. Não a Hannah mãe. Não a Hannah que me dava bronca, que cuidava de mim, que me tirava do eixo. Essa versão aqui… essa mulher de olhos faiscando, respiração curta, e mão ainda semi-fechada do puxão que tinha dado na outra — essa Hannah era um trovão de roupa curta. E eu tava bêbado o suficiente pra

