Capítulo 49 — O sabor da rendição

1611 Words

POV de Aurora Me aproximei mais dele sentindo o peso da camisa de algodão dele sobre a minha pele. O tecido era macio, impregnado com o cheiro de tabaco e madeira que definia o Jonah. Eu estava desarmada, descalça e, pela primeira vez na vida, sem uma resposta ácida na ponta da língua. Na cozinha, o cenário me paralisou. Ele estava de costas, mexendo ovos na frigideira com uma calma que eu não associava a um homem que comanda um morro. Mas o que me quebrou foi a mesa. Ele tinha preparado um banquete. Frutas frescas, pães, geleias e tudo o que compunha o café da manhã norte-americano que eu estava acostumada na minha cobertura. Ele não tinha apenas mandado alguém comprar comida; ele tinha pensado na minha origem. Coisa que Samael, em dez anos, nunca se deu ao trabalho de notar. — B

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