Key Narrando Acordei devagar, como se o mundo ainda estivesse preso num sono pesado, os olhos ardiam, a cabeça latejava, e eu não fazia a menor ideia de onde eu tava. Por um segundo achei que ainda tava sonhando. Tentei mexer o braço e veio aquela dor mansa, lembrança de tudo que aconteceu e do vazio que vinha depois. Uma náusea vinha e ia, e eu fiquei ali, tentando lembrar como tinha ido parar naquele quarto branco. — Mãe? — a palavra saiu frágil, quase um pedido. Meu peito apertou na hora de dizer. Uma enfermeira que tava sentada numa cadeira do lado da cama levantou a cabeça e sorriu com cuidado. — Vou chamar sua mãe. Tem muita gente esperando a senhora acordar. A voz dela era doce, e eu me agarrei a ela como se fosse um fio. Antes que eu pudesse perguntar o que tinha acontecido,

