Serpente Narrando Todo dia eu tô indo ver o Yuri. Pô, o moleque é tão pequeno que cabe na palma da minha mão. Dá um aperto no peito, tá ligado? Fico ali olhando, com vontade de pegar, mas não pode. Ele ainda é muito frágil. A Íris já entrou com um pedido pra ela e o Tuto registrarem ele, e de boa quanto a isso, vão criar, e é o justo. Ser de papel passado, ter quem chame de pai e mãe. Eu só quero poder tá por perto, ver crescer, fazer parte. E quero que ele e os irmãos também, tenham uma boa convivência. A culpa ainda me consome, as vezes acho que sou culpado por tudo isso, por ele está nessa situação. Pela Key não querer reatar comigo. Me sinto um lixo, perdido. Mas isso não anula o que posso fazer por ele. O Tuto comprou a casa de um morador antigo e tá reformando. Falei logo: — O qu

