Murilo subiu na cama devagar, o olhar escurecendo ao encontrar Helena deitada de costas, os cabelos ainda molhados espalhados pelo travesseiro. A luz suave do quarto desenhava as curvas do corpo dela, e ele parou por um segundo apenas para admirar. Aproximou-se sem pressa, apoiando uma das mãos ao lado do rosto dela, inclinando-se até que sua respiração quente tocasse o pescoço dela. — Helena… você é linda demais — murmurou, a voz rouca, carregada de desejo contido. — Eu senti falta disso. De você. Ela fechou os olhos ao sentir os lábios dele roçando sua pele. Um arrepio percorreu seu corpo inteiro quando ele começou a beijar seu pescoço lentamente, como se redescobrisse cada centímetro. As mãos dele deslizaram pelo corpo dela, firmes, seguras, despertando memórias que nunca deixaram de

