A noite tinha caído de vez quando Helena, Ana e Cobra se sentaram na pequena sala da casa simples onde Helena morava. A lâmpada fraca no teto lançava sombras irregulares pelas paredes, e o ventilador fazia mais barulho do que vento. Murilo dormia no quarto ao lado, exausto, o corpo pequeno ainda quente demais apesar dos remédios. Cada respiração dele parecia um lembrete silencioso de que o tempo não estava do lado deles. Helena andava de um lado para o outro, os braços cruzados contra o próprio corpo. O pensamento rodava em círculos, sempre voltando ao mesmo ponto: Lúcifer. O nome pesava como chumbo na boca, mesmo quando não era dito em voz alta. Ana estava sentada à mesa, mexendo distraidamente num copo d’água, girando-o devagar. Cobra permanecia de pé, perto da porta, atento como se es

