Eram quase três e meia da madrugada quando Helena parou em frente ao portão de casa. O morro estava silencioso de um jeito raro, como se até a Babilônia estivesse dormindo. As luzes apagadas, o ar mais fresco, o corpo pesado depois do plantão. Ela girou a chave devagar, tentando não fazer barulho, como se o simples som do metal pudesse acordar o mundo inteiro. Quando empurrou a porta da sala, o coração dela derreteu. A casa estava toda às escuras, iluminada apenas pela luz fraca do poste que entrava pela janela. No sofá, estendido de um jeito relaxado e completamente fora da postura que o mundo conhecia, estava Lucifer. Só de bermuda. O cordão de ouro repousava no peito nu, subindo e descendo lentamente com a respiração tranquila. Um braço jogado pra cima, largado, enquanto o outro en

