QUANDO O MEDO TEM NOME

1032 Words

O celular de Helena vibrou dentro da bolsa pequena no exato momento em que a música parecia alcançar o auge do grave. O som era alto, o ambiente cheio, mas o coração dela sentiu antes mesmo de ouvir. Ela parou de dançar e Ana percebeu na mesma hora. — O que foi? — perguntou, segurando o braço da amiga. Helena puxou o celular com as mãos trêmulas. O nome da vizinha piscava na tela. O mesmo nome que ela só via quando algo não estava bem. Atendeu na primeira chamada. — Helena… — a voz do outro lado saiu aflita, baixa, quase chorando. — Desculpa te ligar assim, mas o Murilinho não tá bem. O mundo ao redor dela desapareceu. — O que aconteceu com ele? — perguntou, já sentindo o corpo gelar. — Ele começou a ficar quente de repente. Febre alta. Vomitou duas vezes… eu dei o remédio que você

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