LUCIFER -O INFERNO GELOU

1203 Words

O corredor do postinho ainda cheirava a desinfetante quando Cobra voltou a segurar Lúcifer pelo braço. Não foi um toque educado, nem um convite. Foi força bruta, dedo cravado, aviso claro. Ele puxou Lúcifer para longe do quarto, ignorando olhares assustados de enfermeiras e moradores que fingiam não ver, mas viam tudo. — Anda — rosnou Cobra. — Agora. Lúcifer não reagiu de imediato. O corpo ainda estava lento, pesado pela doação e pelo choque. Mas quando Cobra apertou mais forte, ele girou o rosto, os olhos faiscando. — Tu tá me puxando por quê, car.alho? — cuspiu. — Solta essa por.ra. — Cala a boca — Cobra respondeu, sem diminuir o passo. — Cala a boca antes que tu faça uma merda maior do que já fez. Eles atravessaram o corredor até a saída lateral do postinho. Cobra empurrou a porta

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