Marcela entrou no quarto devagar, fechando a porta atrás de si como se ainda tivesse medo de fazer barulho demais dentro da própria segurança. O quarto de Sombra era simples, organizado demais para um homem que vivia no meio da guerra. Cama grande, lençóis escuros, guarda-roupa fechado, arma sobre a cômoda. Ela passou os dedos pela colcha e respirou fundo, tentando convencer o corpo de que estava tudo bem. Ele encostou na porta por alguns segundos observando. — Eu vou precisar de outra roupa emprestada… de novo. Ele arqueou a sobrancelha. — Desse jeito eu vou ficar sem camiseta. Ela sorriu de leve. — Prometo que amanhã eu volto pra minha casa. Ele se aproximou dois passos. — Tu não precisa ir embora correndo de nada. — Não é correndo… é só pra não abusar. Ele abriu o guarda-roupa,

