O sol ainda nem tinha subido por completo quando Lúcifer abriu os olhos. Por alguns segundos, ele ficou imóvel, tentando entender onde estava. O teto não era o da casa grande do Coroa n***a. Não tinha o ventilador antigo girando devagar nem o cheiro constante de madeira e cigarro. Tinha o cheiro dela. Helena estava deitada de lado, o cabelo espalhado pelo travesseiro, uma das mãos apoiada sobre o peito dele como se tivesse adormecido no meio de uma conversa silenciosa. A luz da manhã entrava pela fresta da janela, desenhando o contorno do rosto dela com delicadeza. Ele passou a mão devagar pelos cabelos dela, afastando uma mecha do rosto. — Já tá acordado? — ela murmurou, a voz ainda rouca de sono. — Tô — ele respondeu baixo. — Faz tempo. Ela abriu os olhos devagar, piscando algumas

