QUANDO O MUNDO CABE EM DOIS BRAÇOS

874 Words

A moto parou em frente à casa simples de Helena com um solavanco leve. O vapor desligou o motor rápido, atento, enquanto ela já descia antes mesmo que ele pudesse falar qualquer coisa. — Obrigada — disse, apressada, a voz tremendo. — Qualquer coisa chama — respondeu ele, sincero. — Espero que fique tudo bem com o pequeno. Helena não respondeu. Já estava correndo. O portão rangeu baixo quando ela empurrou, o coração batendo tão forte que parecia doer. A casa era pequena, simples, mas naquele momento parecia distante demais. Cada passo até a porta parecia uma eternidade. — Dona Marta! — chamou, girando a chave com as mãos trêmulas. A vizinha apareceu na mesma hora, o rosto marcado pela preocupação, o menino nos braços. — Ele tá muito quente, Helena… — disse. — Eu tentei tudo que você

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