NARRAÇÃO: O DONO DA p***a TODA (PIVÔ) Cheguei na porta do Dante com o fuzil na bandoleira, escondido sob a jaqueta, e o ódio guardado no fundo da alma. Dei três batidas secas na madeira, sem pressa, no ritmo de quem não tem nada a temer. Ouvi um barulho de móvel arrastando e passos cautelosos lá dentro. O Judas tava em alerta. — Quem é? — a voz do Dante veio baixa, carregada de uma desconfiança que ele tentava disfarçar. — Abre aí, parceiro. É o Pivô — respondi, forçando uma voz tranquila, o tom de quem só tava ali por consideração. A tranca girou e a porta abriu só uma fresta primeiro. Quando ele me viu sozinho, abriu o resto, mas eu saquei de longe o volume da pistola na cintura dele, por baixo da camisa. Ele tava suado, com aquela cara de quem não dormiu planejando o meu fim. — Pi

