NARRAÇÃO: O DONO DA p***a TODA (PIVÔ) Saí da boca com a cabeça explodindo, mas o peito leve por ter tirado o chão do Dante. O sol já castigava o asfalto, mas pra mim o mundo ainda tava na penumbra. Cheguei na mansão, passei pelos "vapores" da entrada e fui direto pro meu novo canto, no andar de baixo. Tirei a roupa suja de fuligem das joias que queimei, joguei o fuzil em cima da poltrona e entrei no chuveiro. Deixei a água gelada bater na nuca pra ver se lavava também o ódio, mas o veneno da traição não sai com sabonete. Me vesti devagar: calça jeans, uma camisa preta e a peça de ouro no coldre, bem ajustada. Eu precisava encarar a "rainha" no cativeiro dela. Subi as escadas devagar, sentindo o silêncio da casa ser cortado apenas pelo meu passo firme. Quando cheguei no corredor, dei de

